{"id":377760,"date":"2023-03-13T16:42:46","date_gmt":"2023-03-13T16:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=377760"},"modified":"2023-03-13T17:00:55","modified_gmt":"2023-03-13T17:00:55","slug":"mulheres-na-industria-os-grandes-desafios-e-avancos-que-impulsionam-a-presenca-feminina-no-setor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2023\/03\/mulheres-na-industria-os-grandes-desafios-e-avancos-que-impulsionam-a-presenca-feminina-no-setor\/","title":{"rendered":"Mulheres na ind\u00fastria: os grandes desafios e avan\u00e7os que impulsionam a presen\u00e7a feminina no setor"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Milene Moraes<\/em><\/p>\n<p>A presen&ccedil;a feminina no mercado de trabalho ainda &eacute; um t&oacute;pico recorrente nas discuss&otilde;es socioecon&ocirc;micas, uma vez que cada avan&ccedil;o representa uma grande conquista em uma sociedade em que o p&uacute;blico masculino ainda ocupa majoritariamente o espa&ccedil;o profissional. E isto &eacute; ainda mais evidente no mercado industrial, em que a presen&ccedil;a feminina corresponde a 30% dos cargos, de acordo com o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/economia\/pt-br\">Minist&eacute;rio da Economia<\/a>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos cargos de lideran&ccedil;a na <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3YHQAui\">ind&uacute;stria<\/a>, por exemplo, apenas 29% s&atilde;o ocupados por mulheres, segundo uma pesquisa da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI). A quest&atilde;o salarial n&atilde;o &eacute; diferente, uma vez que um levantamento divulgado pela <a href=\"https:\/\/www.fiesp.com.br\/\">Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> (Fiesp)<\/a>, exp&otilde;e que as mulheres recebem 14,7% a menos do que os colaboradores homens e, tal paridade salarial na ind&uacute;stria deve ocorrer apenas em 2035.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Levando em considera&ccedil;&atilde;o estes pontos, um dos grandes desafios atuais para as companhias &eacute; entender todo o seu ecossistema e materialidade do neg&oacute;cio, expandindo o olhar interno e sendo um agente ativo para superar as barreiras impostas pelo setor. Ou seja, para que recrutadores e a &aacute;rea de recursos humanos tenham a possibilidade de contratar candidatas mulheres em cargos industriais, cabe a todo o setor industrial oferecer as melhores condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e diversidade na oferta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Anteriormente a isso, tamb&eacute;m &eacute; preciso pensar na quest&atilde;o educacional. Socialmente, o est&iacute;mulo ou inspira&ccedil;&atilde;o para jovens mulheres seguirem os estudos na &aacute;rea de ci&ecirc;ncia, engenharia, tecnologia e matem&aacute;tica, embora venha melhorando, ainda &eacute; muito escasso. Al&eacute;m da falta de incentivo, tamb&eacute;m h&aacute; a influ&ecirc;ncia hist&oacute;rica de d&eacute;cadas, do estere&oacute;tipo de que meninos s&atilde;o melhores que meninas nas &aacute;reas de exatas, o que leva a uma associa&ccedil;&atilde;o destes campos de estudo com as habilidades do g&ecirc;nero masculino.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Isto &eacute; irreal e pode ser comprovado quando analisado o reconhecimento de mulheres de tais &aacute;reas que ocuparam lugares de destaque em diversas premia&ccedil;&otilde;es ao longo dos anos, como o Pr&ecirc;mio Nobel. A f&iacute;sica e qu&iacute;mica polonesa, Marie Curie, a f&iacute;sica te&oacute;rica estadunidense, Maria Goeppert-Mayer, a f&iacute;sica canadense, Donna Strickland, e a engenheira qu&iacute;mica estadunidense, Frances Arnold, s&atilde;o apenas alguns dos nomes femininos de peso ao redor do mundo que j&aacute; quebraram essa barreira.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Por&eacute;m, estes fatores estereotipados influenciam diretamente a probabilidade de mulheres cultivarem seu pr&oacute;prio interesse por profiss&otilde;es relacionadas a &aacute;rea industrial e de seguirem carreira no setor, refletindo, posteriormente, nos n&uacute;meros de ades&atilde;o de mulheres ao segmento industrial e, por consequ&ecirc;ncia, na representatividade feminina em cargos de lideran&ccedil;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com tantos desafios precedentes &agrave; inser&ccedil;&atilde;o no mercado, ainda existem as barreiras a serem vencidas durante a consolida&ccedil;&atilde;o da representatividade das mulheres na ind&uacute;stria, como a dupla jornada de trabalho que muitas m&atilde;es enfrentam durante sua carreira, a qual muitas vezes leva &agrave; exaust&atilde;o, especialmente quando n&atilde;o suportadas e asseguradas pelo ambiente de trabalho.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>A import&acirc;ncia das mulheres na ind&uacute;stria<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong>Desde a 1&ordf; Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial, no final do s&eacute;culo XVIII, as mulheres fazem parte do mercado de trabalho, quando tiveram que trabalhar para sustentar as fam&iacute;lias enquanto os homens estavam na guerra e as f&aacute;bricas precisavam de m&atilde;o de obra. Dessa forma, a presen&ccedil;a feminina foi inserida na ind&uacute;stria. Passadas tr&ecirc;s Revolu&ccedil;&otilde;es Industriais e estando a 4&ordf; em pleno desenvolvimento, a presen&ccedil;a das mulheres na ind&uacute;stria ganhou ainda mais import&acirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Isto porque, investir na contrata&ccedil;&atilde;o de mulheres tem se mostrado uma op&ccedil;&atilde;o cada vez mais assertiva &agrave;s f&aacute;bricas, n&atilde;o apenas porque gradativamente mais mulheres est&atilde;o se candidatando &agrave;s vagas e preenchendo requisitos necess&aacute;rios, mas tamb&eacute;m porque os empregadores t&ecirc;m percebido a import&acirc;ncia de quebrar antigos paradigmas. Al&eacute;m disso, dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT) apontam que companhias com maior pluralidade de g&ecirc;nero podem gerar cerca de 20% a mais de lucro, enquanto lideran&ccedil;as femininas garantem resultados at&eacute; 20% mais proveitosos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>As mulheres oferecem caracter&iacute;sticas bastante positivas no ambiente industrial, como a capacidade de gest&atilde;o, organiza&ccedil;&atilde;o, alto n&iacute;vel de motiva&ccedil;&atilde;o e autonomia, al&eacute;m de apresentarem maior habilidade em visualizar, comunicar e ter empatia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sua maior predisposi&ccedil;&atilde;o para a comunica&ccedil;&atilde;o e feedback contribuem para a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos, bem como incentivam a forma&ccedil;&atilde;o de equipes e otimiza&ccedil;&atilde;o das tomadas de decis&atilde;o. Al&eacute;m do mais, a maior parte das mulheres tamb&eacute;m tendem a se concentrarem em diferentes assuntos e realizarem v&aacute;rias tarefas ao mesmo tempo, podendo gerar inova&ccedil;&atilde;o e impulsionar os neg&oacute;cios.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Sendo assim, o avan&ccedil;o e desenvolvimento das pautas sociais junto com a globaliza&ccedil;&atilde;o e o progresso tecnol&oacute;gico sustentam cada vez mais um novo processo organizacional na cadeia de produ&ccedil;&atilde;o industrial. Segundo um estudo do <a href=\"https:\/\/www.mckinsey.com\/mgi\/overview\">Mckinsey Global Institute<\/a>, a promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de condi&ccedil;&otilde;es de trabalho acarretaria em um incremento de cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Por&eacute;m, atualmente, apenas seis em cada dez ind&uacute;strias brasileiras contam com programas ou pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o de igualdade de g&ecirc;nero, de acordo com a <a href=\"https:\/\/www.portaldaindustria.com.br\/cni\/\">CNI<\/a>.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Neste cen&aacute;rio, apesar de lento e gradativo, &eacute; poss&iacute;vel vislumbrar cada vez mais um espa&ccedil;o maior para participa&ccedil;&atilde;o da mulher no mercado de trabalho. Ainda h&aacute; um longo caminho para atingir o mundo ideal de um ambiente diverso e inclusivo, mas essas mudan&ccedil;as s&atilde;o totalmente poss&iacute;veis de serem realizadas por meio da transforma&ccedil;&atilde;o cultural e da cria&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas mais inclusivas dentro das organiza&ccedil;&otilde;es.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ao introduzir mais mulheres no mercado de trabalho industrial existe a possibilidade de cada vez mais inspirar jovens mulheres que ainda n&atilde;o decidiram qual &aacute;rea de carreira gostariam de seguir. A presen&ccedil;a feminina na ind&uacute;stria tamb&eacute;m &eacute; essencial para construir um ambiente mais inclusivo e diverso, levando em considera&ccedil;&atilde;o todas as perspectivas dos indiv&iacute;duos nas tomadas de decis&atilde;o, principalmente a perspectiva feminina, que cont&eacute;m desafios singulares.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Portanto, para tornar o mercado industrial mais inclusivo, as empresas devem enxergar cada vez mais as mulheres como pe&ccedil;as-chave no mercado, a fim de aumentar seu quadro feminino e alcan&ccedil;ar metas de igualdade de g&ecirc;nero. Com pr&aacute;ticas inclusivas, programas de capacita&ccedil;&atilde;o e est&iacute;mulos que incentivem a inser&ccedil;&atilde;o de mulheres na ind&uacute;stria, ser&aacute; poss&iacute;vel gerar um mercado de trabalho mais resiliente, no qual compet&ecirc;ncias e habilidades femininas ser&atilde;o t&atilde;o valorizadas quanto devem ser.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong><em>Milene Moraes &eacute; Head de Recursos Humanos Latam na <\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/bit.ly\/3ZB9bti\"><strong><em>Fluke<\/em><\/strong><\/a><strong><em> do Brasil, companhia l&iacute;der mundial em ferramentas de teste e medi&ccedil;&atilde;o presente em diversos segmentos da ind&uacute;stria.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Milene Moraes A presen&ccedil;a feminina no mercado de trabalho ainda &eacute; um t&oacute;pico recorrente nas&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":377759,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[1640,5057],"class_list":["post-377760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","tag-industria","tag-mulheres","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377760","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=377760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/377760\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=377760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=377760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=377760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}