{"id":376758,"date":"2023-02-01T19:00:16","date_gmt":"2023-02-01T19:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=376758"},"modified":"2023-02-02T02:23:29","modified_gmt":"2023-02-02T02:23:29","slug":"lei-do-bem-e-incentivo-a-inovacao-quem-planeja-tem-futuro-quem-nao-planeja-tem-destino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2023\/02\/lei-do-bem-e-incentivo-a-inovacao-quem-planeja-tem-futuro-quem-nao-planeja-tem-destino\/","title":{"rendered":"Lei do Bem e incentivo a inova\u00e7\u00e3o: quem planeja tem futuro, quem n\u00e3o planeja tem destino"},"content":{"rendered":"<p>Por Jo&atilde;o Ricardo de Freitas<\/p>\n<p>&Eacute; bem prov&aacute;vel que, entre os mecanismos de fomento indireto &agrave; PD&amp;I no Brasil, o mais conhecido seja a Lei n&ordm; 11.196\/05, comumente chamada de Lei do Bem. De abrang&ecirc;ncia nacional, pois trata-se de uma lei federal, ela nasceu como uma Medida Provis&oacute;ria, e posteriormente foi convertida em Lei, sendo publicada no Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o no dia 22 de novembro de 2005, h&aacute; pouco mais de dezessete anos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na internet, h&aacute; farto conte&uacute;do sobre o arranjo legal do incentivo, bem como suas repercuss&otilde;es tribut&aacute;rias &ndash; extremamente positivas &ndash;, uma vez que geram significativa economia fiscal. Justamente por isso, ficou conhecida como Lei &ldquo;do Bem&rdquo;, fazendo contraponto &agrave;s t&iacute;picas legisla&ccedil;&otilde;es fiscais que, historicamente, sempre visavam onerar fiscalmente as empresas, sendo estas leis tidas como &ldquo;do mal&rdquo;. A Lei do Bem fez justamente o inverso.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Embora seja, por defini&ccedil;&atilde;o, um incentivo fiscal, cabe destacar que gerar economia fiscal n&atilde;o &eacute; o &uacute;nico benef&iacute;cio da Lei do Bem. Este incentivo fiscal n&atilde;o &eacute; um simples mecanismo de planejamento tribut&aacute;rio, mas sim um relevante instrumento para mitigar riscos tecnol&oacute;gicos e viabilizar projetos e programas inovadores. Contudo, para que sua implementa&ccedil;&atilde;o contemple todos estes aspectos e vieses, al&eacute;m do ganho fiscal, &eacute; necess&aacute;rio que se observe uma s&eacute;rie de crit&eacute;rios t&eacute;cnicos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Uma reflex&atilde;o sobre a Lei do Bem e seus benef&iacute;cios<\/p>\n<p>Para entender melhor sobre as vantagens da Lei do Bem para as empresas, &eacute; interessante realizar a seguinte reflex&atilde;o: &ldquo;Paris &eacute; conhecida por ter a Torre Eiffel, ou a Torre Eiffel &eacute; conhecida por estar em Paris?&rdquo;. Embora pare&ccedil;a uma pergunta descabida ao prop&oacute;sito desta tem&aacute;tica, a quest&atilde;o traz &agrave; tona uma leg&iacute;tima d&uacute;vida acerca de qual &eacute; o papel de cada um (a cidade e a torre) nesta rela&ccedil;&atilde;o em que uma est&aacute; intimamente ligado a outra, uma vez que a torre est&aacute; situada na cidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Voltando ao universo da gest&atilde;o de incentivos &agrave; PD&amp;I, quando se fala em Lei do Bem, &eacute; necess&aacute;rio fazer uma pergunta semelhante: &ldquo;Quem &eacute; mais importante, a inova&ccedil;&atilde;o ou a economia fiscal?&rdquo;. Ou melhor: &ldquo;A Lei do Bem &eacute; quem subvenciona (ganho econ&ocirc;mico via redu&ccedil;&atilde;o fiscal) a inova&ccedil;&atilde;o, ou a inova&ccedil;&atilde;o que por si s&oacute; gera o efeito caixa (ganho econ&ocirc;mico)?&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O mais importante quando se trata de incentivos fiscais &agrave; inova&ccedil;&atilde;o &eacute; a compreens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre os objetos qualitativos e quantitativos que envolvem as candidaturas. A torre e a cidade, bem como a economia fiscal e a inova&ccedil;&atilde;o, dependem uma da outra e, portanto, precisam ser entendidas como um conjunto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O processo de implementa&ccedil;&atilde;o de um poderoso mecanismo de fomento &agrave; inova&ccedil;&atilde;o como a Lei do Bem e, por consequ&ecirc;ncia, sua gest&atilde;o, deve se estar ligado ao planejamento do tomador do incentivo, para que, observado o planejamento estrat&eacute;gico da empresa e sua estrat&eacute;gia de inova&ccedil;&atilde;o, possa o incentivo cumprir seu papel de:<\/p>\n<p>&bull;\tmitigar o risco tecnol&oacute;gico e financeiro das inova&ccedil;&otilde;es relevantes para a empresa;<br>\n&bull;\tviabilizar a abertura de projetos ou programas at&eacute; o momento n&atilde;o iniciados;<br>\n&bull;\timpulsionar e acelerar o lan&ccedil;amento de produtos;<br>\n&bull;\totimizar processos e at&eacute; mesmo criar novos;<br>\n&bull;\tauxiliar na entrada de novos mercados;<br>\n&bull;\tincentivar exporta&ccedil;&otilde;es e a nacionaliza&ccedil;&atilde;o de insumos at&eacute; ent&atilde;o importados;<br>\n&bull;\totimizar as tomadas de decis&atilde;o sobre a prioriza&ccedil;&atilde;o do portf&oacute;lio e retorno (payback) dos projetos;<br>\n&bull;\tpossibilitar a manuten&ccedil;&atilde;o e contrata&ccedil;&atilde;o de profissionais especializados em PD&amp;I.<br>\nMesmo uma empresa que ainda n&atilde;o tenha formalizado um plano de inova&ccedil;&atilde;o, pode utilizar a Lei do Bem como ferramenta de planejamento para iniciar um plano cr&iacute;vel de inova&ccedil;&atilde;o. A Lei do Bem &eacute; justamente a ferramenta que viabilizar&aacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia de inova&ccedil;&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Vale destacar que os ganhos elencados acima s&atilde;o poss&iacute;veis somente em virtude da economia tribut&aacute;ria, que possibilita um enorme ganho de caixa. Mas para que se concretizem, &eacute; necess&aacute;rio compatibilizar o incentivo com o planejamento estrat&eacute;gico da empresa, e observar os valiosos dados e informa&ccedil;&otilde;es que fazem parte do ciclo de gest&atilde;o de incentivos, al&eacute;m de dar suporte &agrave; gest&atilde;o, permitindo o crescimento org&acirc;nico, por meio da inova&ccedil;&atilde;o, de toda a estrutura empresarial. <\/p>\n<p>Tra&ccedil;ar o futuro da companhia por meio do incentivo a inova&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Com a Lei do Bem, meio e fim possuem uma rela&ccedil;&atilde;o de autocat&aacute;lise positiva. Com bons diagn&oacute;sticos e vis&atilde;o de como o incentivo agrega &agrave; gest&atilde;o da inova&ccedil;&atilde;o da empresa e viabiliza seus projetos, chega-se a um ganho tribut&aacute;rio (por consequ&ecirc;ncia, econ&ocirc;mico) seguro e gerenci&aacute;vel, para que se tenham novos produtos, processos e assim sucessivamente, em um ciclo virtuoso de inova&ccedil;&atilde;o. Os ganhos com a Lei do Bem permitem que se inove mais e, por consequ&ecirc;ncia, com mais inova&ccedil;&atilde;o h&aacute; mais crescimento.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Assumir que a Lei do Bem &eacute; um mero mecanismo de planejamento tribut&aacute;rio, e dar visibilidade t&atilde;o somente &agrave; exclus&atilde;o fiscal gerada, &eacute; uma vis&atilde;o que retira o potencial de retorno do incentivo. Trata-se de um paradoxo: focando-se somente na entrega do n&uacute;mero, sem observar seu contexto, perde-se a oportunidade de ter um maior retorno. Inclusive, a depender da forma que se aplica o incentivo, podem ocorrer terr&iacute;veis transtornos, desde a inefic&aacute;cia do instrumento, por n&atilde;o haver lastro sobre quais projetos e programas est&atilde;o inseridos na candidatura, at&eacute; mesmo a autua&ccedil;&otilde;es fiscais por parte da Receita Federal.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Voltando &agrave; reflex&atilde;o inicial, ningu&eacute;m vai &agrave; Paris somente para visitar a Torre Eiffel: esta &eacute; a quest&atilde;o proposta pela pergunta aparentemente descabida. A torre &eacute; sim o s&iacute;mbolo principal da Cidade Luz, e, sem d&uacute;vidas, &eacute; ao p&eacute; da torre que se consolida a sensa&ccedil;&atilde;o de estar em Paris, mas nem por isso o turista deixou de ir ao Pal&aacute;cio de Versalhes, ao Museu do Louvre, ao Arco do Triunfo, bem como vivenciar as centenas de ruas e locais hist&oacute;ricos. Caso contr&aacute;rio, o turista que fosse somente &agrave; torre Eiffel teria uma mera ilus&atilde;o de que conhecera Paris. <\/p>\n<p>Da mesma maneira, se uma empresa usufrui da Lei do Bem, mas n&atilde;o possui uma vis&atilde;o sist&ecirc;mica que integre o incentivo &agrave; gest&atilde;o e ao planejamento estrat&eacute;gico, nem qualquer tipo de abordagem tecnol&oacute;gica, como a utiliza&ccedil;&atilde;o softwares ou sistemas, que possibilite tomadas de decis&otilde;es acerca da viabilidade e prioridade no balanceamento do portf&oacute;lio, sem d&uacute;vidas, oportunidades de crescimento est&atilde;o sendo perdidas e a empresa n&atilde;o est&aacute; verdadeiramente usufruindo dos benef&iacute;cios oferecidos pela Lei do Bem. <\/p>\n<p>Jo&atilde;o Ricardo de Freitas &eacute; Especialista de Produtos do FI Group, consultoria especializada na gest&atilde;o de incentivos fiscais e financiamento &agrave; Pesquisa &amp; Desenvolvimento (P&amp;D).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jo&atilde;o Ricardo de Freitas &Eacute; bem prov&aacute;vel que, entre os mecanismos de fomento indireto &agrave;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":376757,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[15415],"class_list":["post-376758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-destaques","tag-inovacao","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=376758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/376758\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=376758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=376758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=376758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}