{"id":353453,"date":"2022-07-19T17:39:17","date_gmt":"2022-07-19T17:39:17","guid":{"rendered":"http:\/\/veramoreiracomunicacao.wordpress.com\/?p=11357"},"modified":"2024-01-11T20:06:57","modified_gmt":"2024-01-11T20:06:57","slug":"a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios\/","title":{"rendered":"A interpreta\u00e7\u00e3o equivocada da decis\u00e3o do STF sobre o tema da imunidade do ITBI pelos Munic\u00edpios"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/a-interpretacao-equivocada-da-decisao-do-stf-sobre-o-tema-da-imunidade-do-itbi-pelos-municipios.webp?ssl=1\" class=\"ff-og-image-inserted\"\/><\/div>\n<p class=\"has-text-align-right\"><em><strong>*Silvania Tognetti e David Damasio de Moura<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em agosto de 2020 foi publicado o Ac&oacute;rd&atilde;o do Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordin&aacute;rio n&ordm; 796.376\/SC em que se fixou a tese do Tema 796 em repercuss&atilde;o geral, nos seguintes termos: &ldquo;A imunidade em rela&ccedil;&atilde;o ao ITBI, prevista no inciso I do &sect; 2&ordm; do art. 156 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal, n&atilde;o alcan&ccedil;a o valor dos bens que exceder o limite do capital social a ser integralizado.&rdquo;<\/p>\n<p>O <em>leading case<\/em> que fixou a tese acima trata de discuss&atilde;o sobre a abrang&ecirc;ncia da imunidade do ITBI em hip&oacute;tese em que o valor de im&oacute;veis transmitidos &agrave; pessoa jur&iacute;dica &eacute; superior ao valor do capital social e a parcela excedente &eacute; transferida para reserva de capital. Isso, porque, no caso, os im&oacute;veis foram transmitidos &agrave; pessoa jur&iacute;dica, mas com grande parte dos valores mantidos em conta de reserva de capital, sem a imediata integraliza&ccedil;&atilde;o ao capital social.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A decis&atilde;o do Supremo Tribunal &eacute; muito clara e espec&iacute;fica a essa situa&ccedil;&atilde;o em que o capital integralizado n&atilde;o corresponda ao valor dos im&oacute;veis transmitidos. Ora, nestes casos, a imunidade s&oacute; pode ser reconhecida para os valores que compuserem o capital social, pois &eacute; esta hip&oacute;tese de imunidade em que o inciso I do &sect; 2&ordm; do artigo 156 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal afasta a incid&ecirc;ncia do imposto sobre a transmiss&atilde;o de bens im&oacute;veis. A imunidade, na interpreta&ccedil;&atilde;o do Supremo Tribunal Federal, n&atilde;o alcan&ccedil;aria as reservas de capital.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Em outras palavras, o que se afastou com a decis&atilde;o supramencionada &eacute; a imunidade constitucional do ITBI sobre o excesso entre o valor atribu&iacute;do aos im&oacute;veis transmitidos &agrave; pessoa jur&iacute;dica que n&atilde;o foram incorporados ao capital social. &Eacute; o que se extrai tanto da ementa quanto da an&aacute;lise dos votos vencedores do ac&oacute;rd&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Na ementa, consta que &ldquo;<em>A norma n&atilde;o imuniza qualquer incorpora&ccedil;&atilde;o de bens ou direitos ao patrim&ocirc;nio da pessoa jur&iacute;dica, mas exclusivamente o pagamento, em bens ou direitos, que o s&oacute;cio faz para integraliza&ccedil;&atilde;o do capital social subscrito. <u>Portanto, sobre a diferen&ccedil;a do valor dos bens im&oacute;veis que superar o capital subscrito a ser integralizado, incidir&aacute; a tributa&ccedil;&atilde;o pelo ITBI&rdquo;.<\/u><\/em><\/p>\n<p>O relato do caso que foi julgado em repercuss&atilde;o geral explica que o s&oacute;cio transferiu bens im&oacute;veis para a empresa no valor de R$ 802.724,00, referente a 17 im&oacute;veis. Entretanto, deste valor apenas R$ 24.000,00 foram destinados para o capital social, a diferen&ccedil;a foi destinada para a reserva de capital. A decis&atilde;o acolhe entendimento do munic&iacute;pio de que a imunidade somente poderia alcan&ccedil;ar os bens destinados ao capital social, sem alcan&ccedil;ar a reserva de capital. Neste sentido, entendeu-se que a imunidade alcan&ccedil;a apenas a parcela que pagou pelas quotas sociais, como na palavra do Relator Min. Alexandre de Moraes: &ldquo;<em>pois a imunidade est&aacute; voltada ao valor destinado &agrave; integraliza&ccedil;&atilde;o do capital social, que &eacute; feita quando os s&oacute;cios quitam as quotas subscritas&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p>Inclusive, o Relator questiona qual a finalidade de uma reserva de capital t&atilde;o alta (mais de R$ 700 mil) para um capital de R$ 24 mil e destaca que apesar da finalidade <em>&ldquo;incentivar a livre iniciativa, estimular o empreendedorismo, promover a capitaliza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento das empresas, n&atilde;o chega ao ponto de imunizar im&oacute;vel cuja destina&ccedil;&atilde;o escapa da finalidade da norma&rdquo;<\/em>, que confere imunidade ao capital social apenas<em>.<\/em><\/p>\n<p>Portanto, resta claro que o objeto da abrang&ecirc;ncia do aproveitamento da imunidade do ITBI tem rela&ccedil;&atilde;o com a finalidade para o qual os bens im&oacute;veis foram transmitidos para a Pessoa Jur&iacute;dica. Caso uma parte dos valores dos im&oacute;veis n&atilde;o tenha sido utilizado para a integraliza&ccedil;&atilde;o do capital social, esse montante n&atilde;o seria imune ao ITBI.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ocorre que, algumas municipalidades, passaram a interpretar o texto fixado para o Tema 796 de forma equivocada, para exigir o ITBI sobre uma poss&iacute;vel diferen&ccedil;a entre o valor atribu&iacute;do ao im&oacute;vel no aumento de capital e seu valor de mercado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Apesar de n&atilde;o ser essa diferen&ccedil;a de valores, de forma alguma, objeto da decis&atilde;o do STF sobre a qual tratamos acima, o texto lido de forma leviana poderia dar margem a esse tipo de interpreta&ccedil;&atilde;o, absolutamente descabida. Pois se assim fosse, estar&iacute;amos diante de uma valoriza&ccedil;&atilde;o imobili&aacute;ria sem que tenha ocorrido uma transfer&ecirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Transformaram uma defini&ccedil;&atilde;o de tema que diz respeito &agrave; finalidade, ou seja, para qual fim o bem im&oacute;vel &eacute; transmitido para a pessoa jur&iacute;dica (compor o capital social ou n&atilde;o), em uma equivocada interpreta&ccedil;&atilde;o de valora&ccedil;&atilde;o dos bens im&oacute;veis transmitidos. Como se houvesse a obriga&ccedil;&atilde;o, por exemplo, de ser integralizado a valor de mercado o im&oacute;vel transmitido, ao inv&eacute;s do valor de aquisi&ccedil;&atilde;o e, sobre a diferen&ccedil;a entre esses valores incidiria o ITBI, com fundamento na fixa&ccedil;&atilde;o da tese do tema 796 pelo STF.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Essa interpreta&ccedil;&atilde;o equivocada precisa ser revista e afastada pelos &oacute;rg&atilde;os competentes das municipalidades, sob pena de se iniciar mais uma disputa que apenas aumenta a inseguran&ccedil;a jur&iacute;dica das rela&ccedil;&otilde;es entre Fisco e Contribuinte e abarrotam nosso Poder Judici&aacute;rio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><em><strong>*Silvania Tognetti e David Damasio de Moura s&atilde;o s&oacute;cios do Tognetti Advocacia<\/strong><\/em><\/p>\n<div id=\"jp-post-flair\" class=\"sharedaddy sd-like-enabled sd-sharing-enabled\">\n<div class=\"sharedaddy sd-sharing-enabled\">\n<div class=\"robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing\">\n<h3 class=\"sd-title\">Share this:<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"sharedaddy sd-block sd-like jetpack-likes-widget-wrapper jetpack-likes-widget-unloaded\" id=\"like-post-wrapper-12964939-11357-62d705ad0430d\" data-src=\"\/\/widgets.wp.com\/likes\/index.html?ver=20220105#blog_id=12964939&amp;post_id=11357&amp;origin=veramoreiracomunicacao.wordpress.com&amp;obj_id=12964939-11357-62d705ad0430d\" data-name=\"like-post-frame-12964939-11357-62d705ad0430d\" data-title=\"Like or Reblog\">\n<h3 class=\"sd-title\">Gostar disto:<\/h3>\n<div class=\"likes-widget-placeholder post-likes-widget-placeholder\"><span class=\"button\"><span>Gosto<\/span><\/span> <span class=\"loading\">Carregando&hellip;<\/span><\/div>\n<p><span class=\"sd-text-color\"><\/span><\/p><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Silvania Tognetti e David Damasio de Moura Em agosto de 2020 foi publicado o Ac&oacute;rd&atilde;o do&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":353454,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,20904,29011],"tags":[28302,10439,19276,5226,3303,34283,1117,999,33302,34553,5703,4361,111,5402,4422,248,9461,3299,29745,33558,25190,1689,9464,29891,28772,29650,5099,31394],"class_list":["post-353453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-mercado","category-negocios","tag-advocacia","tag-alta","tag-aquisicao","tag-artigo","tag-aumento","tag-case","tag-conta","tag-desenvolvimento","tag-direitos","tag-e","tag-empreendedorismo","tag-empresa","tag-empresas","tag-geral","tag-iniciativa","tag-mercado","tag-os","tag-pagamento","tag-pelo","tag-ponto","tag-respeito","tag-social","tag-stf","tag-tema","tag-tognetti-advocacia","tag-transmissao","tag-valor","tag-valorizacao","wpcat-21201-id","wpcat-20904-id","wpcat-29011-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=353453"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353453\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=353453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=353453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=353453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}