{"id":353131,"date":"2022-07-11T00:09:39","date_gmt":"2022-07-11T00:09:39","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=353131"},"modified":"2022-07-11T16:43:54","modified_gmt":"2022-07-11T16:43:54","slug":"unicuritiba-e-instituto-buko-kaesemodel-firmam-parceria-para-atendimentos-psicologicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/07\/unicuritiba-e-instituto-buko-kaesemodel-firmam-parceria-para-atendimentos-psicologicos\/","title":{"rendered":"UniCuritiba e Instituto Buko Kaesemodel firmam parceria para atendimentos psicol\u00f3gicos"},"content":{"rendered":"<p>O UniCuritiba &ndash; institui&ccedil;&atilde;o que faz parte da &Acirc;nima Educa&ccedil;&atilde;o, uma das maiores organiza&ccedil;&otilde;es educacionais de ensino superior do pa&iacute;s<em>&nbsp;&ndash;&nbsp;<\/em>e o Instituto Buko Kaesemodel acabam de firmar uma parceria para ampliar o atendimento aos familiares de pessoas com a S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Estudantes da disciplina de Est&aacute;gio B&aacute;sico em Psicodiagn&oacute;stico do curso de Psicologia, supervisionados por professores, v&atilde;o atender gratuitamente familiares dos pacientes cadastrados no Programa Eu Digo X do Instituto Buko Kaesemodel, refer&ecirc;ncia nacional no tema. Inicialmente a parceria ter&aacute; o envolvimento do curso de Psicologia, mas outros cursos de Sa&uacute;de do UniCuritiba poder&atilde;o ser envolvidos no futuro.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A psic&oacute;loga, mestre em Educa&ccedil;&atilde;o e Novas Tecnologias e professora de Psicologia do UniCuritiba, Luisa Dalla Costa, explica que os estudantes volunt&aacute;rios j&aacute; foram treinados e atender&atilde;o, prioritariamente, familiares dos portadores da s&iacute;ndrome inscritos no projeto.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Vamos adotar um protocolo voltado ao apoio e suporte de quem convive diretamente com pessoas diagnosticadas com a S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil, especialmente m&atilde;es e irm&atilde;s. Com a parceria, poderemos ampliar a capacidade de atendimento do Instituto, j&aacute; que teremos, inicialmente, 16 estudantes envolvidos&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Quem reside em Curitiba ser&aacute; atendido presencialmente, mas o servi&ccedil;o ser&aacute; estendido tamb&eacute;m a familiares de pacientes de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s cadastrados na institui&ccedil;&atilde;o. Neste caso, o trabalho ser&aacute; on-line.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Nossa expectativa &eacute; que o conv&ecirc;nio seja muito frut&iacute;fero para todos. Para nossos estudantes &eacute; a possibilidade de ampliar conhecimentos e atender em um dos institutos de maior renome no mundo dentro desta especialidade. Para o Instituto, o conv&ecirc;nio representa a amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade de atendimento&rdquo;, avalia a professora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>O que &eacute; a S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil<\/strong><\/p>\n<p>A S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o do neurodesenvolvimento associada com TEA (transtorno do espectro autista) que afeta, aproximadamente, 1 em cada 4 mil homens e 1 em cada 6 mil mulheres. Poucos sabem que em torno de 2% dos autistas podem tamb&eacute;m ter uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica heredit&aacute;ria e que aproximadamente 60% dos acometidos pela s&iacute;ndrome podem ter autismo associado.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo Luz Mar&iacute;a Romero, gestora do Instituto Buko Kaesemodel, as mulheres s&atilde;o mais protegidas do que os homens por apresentarem dois cromossomos X. &ldquo;J&aacute; os homens, como recebem apenas um cromossomo X, herdado pela m&atilde;e, podem ter maiores chances de serem afetados pela s&iacute;ndrome, caso a m&atilde;e tenha pr&eacute;-muta&ccedil;&atilde;o ou muta&ccedil;&atilde;o completa&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O grande desafio, explica Luz Mar&iacute;a, ainda &eacute; o diagn&oacute;stico da S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil. &ldquo;Apesar de pouco conhecida e difundida, &eacute; a causa heredit&aacute;ria mais comum de defici&ecirc;ncia intelectual. Infelizmente, mesmo sendo de incid&ecirc;ncia t&atilde;o comum, a obten&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico &eacute; dif&iacute;cil pois, muitas vezes, &eacute; desconhecida at&eacute; mesmo por profissionais das &aacute;reas de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, alerta. &ldquo;Um dos principais motivos para a demora de um diagn&oacute;stico cl&iacute;nico mais preciso s&atilde;o as semelhan&ccedil;as com os sintomas e sinais da condi&ccedil;&atilde;o do espectro do autismo&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Acolhimento e bem-estar<\/strong><\/p>\n<p>A estudante do 7&ordm; per&iacute;odo de Psicologia do UniCuritiba, Regina Alves de Melo Correa, &eacute; uma das participantes do projeto. &ldquo;&Eacute; uma honra contribuir na aten&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica &agrave;s mulheres que convivem com portadores da S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil. Mesmo aquelas que t&ecirc;m a altera&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, mas n&atilde;o desenvolveram a s&iacute;ndrome, podem apresentar um comprometimento psicol&oacute;gico e emocional, como ansiedade e depress&atilde;o, e por isso precisam de suporte tamb&eacute;m.&rdquo;<\/p>\n<p>A expectativa da futura psic&oacute;loga &eacute; fazer a diferen&ccedil;a na vida das mulheres atendidas pelo Instituto Buko Kaesemodel. &ldquo;Queremos proporcionar acolhimento e bem-estar, principalmente porque, em muitos casos, as rotinas foram transformadas diante do &lsquo;desconhecido&rsquo;. Vamos mostrar que elas n&atilde;o est&atilde;o sozinhas&rdquo;, adianta Regina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Caroline Andrade Piccolo Rabello, estudante do 8&ordm; per&iacute;odo de Psicologia, n&atilde;o conhecia a s&iacute;ndrome, mas logo que soube do projeto para apoiar as mulheres com filhos ou irm&atilde;os com o X Fr&aacute;gil, decidiu participar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Saber que podemos dar o apoio t&atilde;o necess&aacute;rio a essas fam&iacute;lias e ajudar a lidar com as situa&ccedil;&otilde;es deste cen&aacute;rio que elas vivem &eacute; gratificante. Estou muito animada com o est&aacute;gio e espero contribuir nas demandas necess&aacute;rias e, quem sabe, em um futuro bem pr&oacute;ximo, continuar ajudando o instituto&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Diagn&oacute;stico<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres com a condi&ccedil;&atilde;o s&atilde;o menos afetadas do que os homens. O X Fr&aacute;gil &eacute; herdado em um padr&atilde;o ligado ao X e nem sempre causa sintomas cl&iacute;nicos em mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo Luz Mar&iacute;a, do Instituto&nbsp;Buko Kaesemodel, o melhor m&eacute;todo para o diagn&oacute;stico da SXF &eacute; a an&aacute;lise do DNA em amostra de sangue. &ldquo;O exame citogen&eacute;tico &ndash; cari&oacute;tipo n&atilde;o deve ser utilizado, pois, com frequ&ecirc;ncia, apresenta resultados falso negativo e falso positivo. Hoje os testes indicados s&atilde;o o PCR (Rea&ccedil;&atilde;o em Cadeia da Polimerase) e o Southerm blot, que mede o tamanho da repeti&ccedil;&atilde;o do CGC&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Muitos adultos possuem a S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil e n&atilde;o desconfiam, principalmente quando os sintomas s&atilde;o mais brandos. O desconhecimento da classe m&eacute;dica tamb&eacute;m &eacute; expressivo. &ldquo;O diagn&oacute;stico tardio dos adultos traz diversas complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas&rdquo;, explica Luz Mar&iacute;a.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o de origem gen&eacute;tica causada pela muta&ccedil;&atilde;o de um gene espec&iacute;fico, o FMR1 (Fragile X Messenger Ribonucleoprotein 1), localizado no bra&ccedil;o longo do cromossomo X. Quando um indiv&iacute;duo &eacute; acometido pela S&iacute;ndrome, o gene FMR1 fica comprometido e, por consequ&ecirc;ncia, ocorre a falta ou pouca produ&ccedil;&atilde;o da prote&iacute;na FMRP (Fragile X Mental Retardation Protein).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica<\/strong><\/p>\n<p>Muitos adultos descobrem a presen&ccedil;a da s&iacute;ndrome quando t&ecirc;m filhos ou quando necessitam de um tratamento de sa&uacute;de diferenciado. &Eacute; o caso de Sabrina Muggiati, idealizadora do Programa Eu Digo X, que descobriu a pr&eacute;-muta&ccedil;&atilde;o do gene&nbsp;<em>FMR1&nbsp;<\/em>quando buscou o diagn&oacute;stico do filho, na &eacute;poca com 8 anos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico do filho, orientada pelo m&eacute;dico, a fam&iacute;lia realizou o exame. &ldquo;Por ser uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, que atua em at&eacute; sete gera&ccedil;&otilde;es, &eacute; recomendado ter o aconselhamento gen&eacute;tico familiar. Nesse momento, soube que eu e minha irm&atilde; g&ecirc;mea temos a pr&eacute;-muta&ccedil;&atilde;o, ou seja, possu&iacute;mos o gene, mas os sintomas s&atilde;o muito leves. Alguns sintomas foram sentidos na adolesc&ecirc;ncia e outros somente na fase adulta. J&aacute; a minha filha apresentou a muta&ccedil;&atilde;o completa&rdquo;, explica Sabrina.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Tratamento individualizado<\/strong><\/p>\n<p>O tratamento da S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil &eacute; individualizado, de acordo com o grau de severidade dos sintomas, e envolve uma equipe interdisciplinar, com m&eacute;dicos, fisioterapeutas, fonoaudi&oacute;logos e psic&oacute;logos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Reconhecido por sua atua&ccedil;&atilde;o na orienta&ccedil;&atilde;o a pacientes e familiares com a S&iacute;ndrome do X Fr&aacute;gil, o Instituto Buko Kaesemodel desenvolve, executa e patrocina projetos de assist&ecirc;ncia social de forma gratuita. O objetivo &eacute; disseminar conhecimento e informa&ccedil;&atilde;o por meio de seus projetos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Sobre o UniCuritiba<\/strong><\/p>\n<p><em>Com mais de 70 anos de tradi&ccedil;&atilde;o e excel&ecirc;ncia, o UniCuritiba &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do pa&iacute;s, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edi&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de ser refer&ecirc;ncia na &aacute;rea de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. Conta com mais de 40 op&ccedil;&otilde;es de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, em todas as &aacute;reas do conhecimento, al&eacute;m de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado.<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><em>Possui uma estrutura completa e diferenciada, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos seus mais de 6 mil estudantes, com dois campi (Milton Vianna Filho e Pinheirinho) e mais de 60 laborat&oacute;rios. Com professores mestres e doutores que possuem viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica e longa experi&ecirc;ncia profissional, o UniCuritiba tem seu ensino focado na conex&atilde;o com o mundo do trabalho e com as pr&aacute;ticas mais atuais das profiss&otilde;es, estimulando o networking e as viv&ecirc;ncias multidisciplinares.&nbsp;<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O UniCuritiba &ndash; institui&ccedil;&atilde;o que faz parte da &Acirc;nima Educa&ccedil;&atilde;o, uma das maiores organiza&ccedil;&otilde;es educacionais de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":353130,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[4664,29695],"class_list":["post-353131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","tag-psicologia","tag-unicuritiba","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=353131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/353131\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=353131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=353131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=353131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}