{"id":349645,"date":"2022-05-11T15:20:03","date_gmt":"2022-05-11T15:20:03","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=349645"},"modified":"2022-05-11T21:54:02","modified_gmt":"2022-05-11T21:54:02","slug":"agricultores-ampliam-investimento-na-protecao-dos-cultivos-e-area-tratada-com-defensivos-agricolas-cresce-121-em-2021-informa-sindiveg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/05\/agricultores-ampliam-investimento-na-protecao-dos-cultivos-e-area-tratada-com-defensivos-agricolas-cresce-121-em-2021-informa-sindiveg\/","title":{"rendered":"Agricultores ampliam investimento na prote\u00e7\u00e3o dos cultivos e \u00e1rea tratada com defensivos agr\u00edcolas cresce 12,1% em 2021, informa Sindiveg"},"content":{"rendered":"<p>Os agricultores brasileiros est&atilde;o cada vez mais produtivos e preocupados com os crescentes desafios fitossanit&aacute;rios das lavouras. A safra 2021\/2022 est&aacute; estimada em 269,3 milh&otilde;es de toneladas de gr&atilde;os, conforme o mais recente levantamento da Companhia Brasileira de Abastecimento. Esse resultado &eacute; 5,4% superior &agrave; colheita anterior, de 255,5 milh&otilde;es de toneladas. J&aacute; a &aacute;rea tratada com defensivos agr&iacute;colas cresceu 12,1% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, principalmente devido ao aumento de pragas, doen&ccedil;as e ervas daninhas de dif&iacute;cil controle., informa o Sindicato Nacional da Ind&uacute;stria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg). Foram aplicados insumos em 1,883 bilh&atilde;o de hectares, ante 1,679 bilh&atilde;o de hectares do ano anterior.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O conceito de &aacute;rea tratada &eacute; o resultado da multiplica&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea cultivada em hectares pelo n&uacute;mero de aplica&ccedil;&otilde;es de defensivos e, ainda, pelo n&uacute;mero de produtos formulados em cada uma das aplica&ccedil;&otilde;es. O Sindiveg aplica esse conceito desde 2020, utilizando dados encomendados &agrave; Spark Consultoria Estrat&eacute;gica, que realiza pesquisa junto aos agricultores.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;As estat&iacute;sticas de &aacute;rea tratada representam um importante indicador para medir a contribui&ccedil;&atilde;o efetiva da ind&uacute;stria de defensivos agr&iacute;colas com a prote&ccedil;&atilde;o e defesa dos cultivos, e mostram que o produtor tem investido cada vez mais em tecnologia e preven&ccedil;&atilde;o contra as pragas, doen&ccedil;as e ervas daninhas&rdquo;, explica Julio Borges, presidente da entidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;O crescimento da &aacute;rea plantada comprova o compromisso dos agricultores brasileiros em aumentar a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos para atender &agrave; crescente demanda brasileira e global. Para isso, a ind&uacute;stria de defensivos agr&iacute;colas n&atilde;o mede esfor&ccedil;os, aumentando a oferta de novos produtos e tecnologias eficazes, al&eacute;m de ampliar o financiamento no campo&rdquo;, complementa o dirigente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Outro fator respons&aacute;vel pelo crescimento da &aacute;rea tratada envolve o constante aumento dos desafios fitossanit&aacute;rios, com a expans&atilde;o de pragas, doen&ccedil;as e ervas daninhas de dif&iacute;cil controle. As pulveriza&ccedil;&otilde;es contra cigarrinhas, por exemplo, tiveram eleva&ccedil;&atilde;o de 98%. J&aacute; as aplica&ccedil;&otilde;es contra mosca-branca e percevejos subiram 29% e 25%, respectivamente. Os agricultores tamb&eacute;m utilizaram mais fungicidas protetores (+18% em 2021).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Desafios externos e internos<\/strong><\/p>\n<p>Em 2021, a ind&uacute;stria de defensivos agr&iacute;colas enfrentou s&eacute;rios problemas relacionados a aumento do c&acirc;mbio, desabastecimento de algumas mat&eacute;rias-primas vindas da China, atraso nas entregas, eleva&ccedil;&atilde;o dos custos dos fretes mar&iacute;timos e consequente press&atilde;o dos custos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Como setor considerado essencial para a seguran&ccedil;a alimentar da popula&ccedil;&atilde;o, a ind&uacute;stria de defensivos precisou revisar suas estrat&eacute;gias e processos para que n&atilde;o faltassem insumos agr&iacute;colas para os produtores rurais. Faltas pontuais e apenas de alguns produtos espec&iacute;ficos, entretanto, ocorreram, em fun&ccedil;&atilde;o do problema log&iacute;stico global.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>N&atilde;o bastassem as condi&ccedil;&otilde;es externas adversas, a agricultura tamb&eacute;m enfrentou desafios clim&aacute;ticos no ano passado, como a grave seca em partes do Centro-Oeste, Sudeste e, principalmente, Sul. Tamb&eacute;m &eacute; preciso destacar que o clima tropical do Brasil &eacute; perfeito para insetos, fungos e plantas daninhas se disseminarem com maior facilidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Temos a d&aacute;diva de ter mais de uma safra por ano, mas tamb&eacute;m o desafio de controlar o persistente ataque das pragas e doen&ccedil;as. Um ano &eacute; mais severo que o outro. Os pa&iacute;ses de clima temperado n&atilde;o enfrentam esse n&iacute;vel de problema, muito devido &agrave;s temperaturas baixas e &agrave; neve, que dificultam a propaga&ccedil;&atilde;o das pragas&rdquo;, explica Julio Borges.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Importante destacar que os problemas fitossanit&aacute;rios podem representar quebra de at&eacute; 40% na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola &ndash; equivalentes a cerca de 100 milh&otilde;es de toneladas por ano. &ldquo;Todos os cultivos sofrem com o ataque de pragas, fungos e ervas daninhas. A efic&aacute;cia do seu controle &eacute; essencial para o Brasil manter o elevado n&iacute;vel de produ&ccedil;&atilde;o e produtividade no campo&rdquo;, ressalta o presidente do Sindiveg.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Produtos e culturas<\/strong><\/p>\n<p>Em 2021, os inseticidas foram utilizados em 27% da &aacute;rea tratada com defensivos agr&iacute;colas, 4 pontos percentuais a mais que os herbicidas (23%). Os fungicidas foram utilizados em 18% da &aacute;rea, mais que o dobro do percentual dos tratamentos de sementes (8%). Foi feita aplica&ccedil;&atilde;o de outras categorias de produtos em 24% da &aacute;rea tratada.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Com 1,063 bilh&atilde;o de hectares, a soja representou cerca de 56% da &aacute;rea tratada com defensivos agr&iacute;colas, em 2021, com crescimento de 15,56% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. O milho foi a cultura que mais cresceu percentualmente em aplica&ccedil;&otilde;es: +23,82%, chegando a 305,3 milh&otilde;es de hectares. Outros destaques s&atilde;o o trigo (+16% de &aacute;rea tratada, atingindo 47,9 milh&otilde;es de hectares); as pastagens (+8%); o caf&eacute; e os citros (+6% cada); e a cana (+5%). Hortifr&uacute;tis apresentaram ligeiro decr&eacute;scimo de &aacute;rea tratada (-1,5%), assim como feij&atilde;o (-4,5%), arroz (-8%) e algod&atilde;o (-12%).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;O levantamento encomendado pelo Sindiveg mostra que 46% da &aacute;rea tratada receberam aplica&ccedil;&otilde;es entre outubro e dezembro de 2021, tradicional per&iacute;odo de semeadura da soja. O segundo per&iacute;odo mais importante foi o primeiro trimestre, com 30% das aplica&ccedil;&otilde;es, momento importante para plantio de milho&rdquo;, informa o presidente da entidade.&nbsp;Em volume de defensivos utilizados, houve crescimento anual de 9,4%, passando de 1,081 milh&atilde;o de toneladas para 1,183 milh&atilde;o t.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>O valor de mercado dos defensivos efetivamente aplicados pelos agricultores aumentou 17,4%, em 2021, passando de US$ 12,485 bilh&otilde;es (2020) para US$ 14,655 bilh&otilde;es (2021).&nbsp;A soja representou 53% do valor total, com US$ 7,779 bilh&otilde;es, enquanto o milho participou com 13% e a cana, com 9%. &ldquo;Esse investimento tem sido importante para garantir o sucesso da agricultura brasileira, respons&aacute;vel por R$ 768,4 bilh&otilde;es em Valor Bruto da Produ&ccedil;&atilde;o, em 2021, segundo o Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento (MAPA)&rdquo;, diz Julio Borges.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Em um ano extremante desafiador, com dificuldades para aquisi&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias-primas e problemas de log&iacute;stica, a ind&uacute;stria cumpriu o seu papel e atendeu &agrave; demanda dos produtores rurais, trabalhando para evitar a falta de insumos para produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e contribuindo para a gera&ccedil;&atilde;o renda e emprego no campo&rdquo;, finaliza o presidente do Sindiveg.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o Sindiveg<\/strong><\/p>\n<p>O Sindicato Nacional da Ind&uacute;stria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) representa a ind&uacute;stria de produtos para defesa vegetal no Brasil h&aacute; 79 anos. Re&uacute;ne 26 associadas, distribu&iacute;das pelos diversos Estados do Pa&iacute;s, o que representa aproximadamente 40% do setor. Com o objetivo de defender, proteger e fomentar o setor, o Sindiveg atua junto aos &oacute;rg&atilde;os governamentais e entidades de classe da ind&uacute;stria e do agroneg&oacute;cio pelo benef&iacute;cio da cadeia nacional de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e mat&eacute;rias-primas. Entre suas principais atribui&ccedil;&otilde;es est&atilde;o as rela&ccedil;&otilde;es institucionais, com foco em um marco regulat&oacute;rio previs&iacute;vel, transparente e baseado em ci&ecirc;ncia, e a representa&ccedil;&atilde;o legitima do setor com base em dados econ&ocirc;micos e informa&ccedil;&otilde;es estat&iacute;sticas. A entidade tamb&eacute;m atua em prol do fortalecimento e da valoriza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e da imagem do setor, assim como promove o uso correto e seguro dos defensivos agr&iacute;colas. Para mais informa&ccedil;&otilde;es, acesse&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.sindiveg.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.sindiveg.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os agricultores brasileiros est&atilde;o cada vez mais produtivos e preocupados com os crescentes desafios fitossanit&aacute;rios das&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":349644,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-349645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349645\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}