{"id":349178,"date":"2022-04-29T16:07:54","date_gmt":"2022-04-29T16:07:54","guid":{"rendered":"http:\/\/626c0d3f0d4f439c0f802ae6"},"modified":"2022-04-29T16:07:54","modified_gmt":"2022-04-29T16:07:54","slug":"controlar-nematoides-exige-todas-as-ferramentas-disponiveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/04\/controlar-nematoides-exige-todas-as-ferramentas-disponiveis\/","title":{"rendered":"Controlar nematoides exige todas as ferramentas dispon\u00edveis"},"content":{"rendered":"<p id=\"viewer-foo\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _1oG79 ykIOg iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><em>Identificados h&aacute; 30 anos no Cerrado mato-grossense, pesquisas apontam que a presen&ccedil;a desses parasitas dos cultivos agr&iacute;colas est&aacute; relacionada a um conjunto de fatores, e com olhar em logo prazo &eacute; poss&iacute;vel evit&aacute;-los<\/em><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-4qkis\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">De acordo com Guilherme Lafourcade Asmus, pesquisador da Embrapa Agropecu&aacute;ria Oeste, as primeiras refer&ecirc;ncias de ocorr&ecirc;ncias de fitonematoides no Cerrado de Mato Grosso s&atilde;o de 1970. Em Mato Grosso, os primeiros levantamentos mostraram a presen&ccedil;a de dez esp&eacute;cies, entre elas <em>Meloidogyne<\/em>, <em>Aphelenchoides<\/em> e <em>Pratylenchus brachyurus<\/em>, com 16,7%, 13,3% e 3,3%, respectivamente. Na &eacute;poca, elas eram espor&aacute;dicas, mas j&aacute; causavam grandes perdas aos agricultores.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-3ojum\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"> O marco temporal ocorreu na safra 1991\/92, quando o nematoide de cisto da soja (<em>Heterodera glycines<\/em>) surgiu pela primeira vez, simultaneamente no Tri&acirc;ngulo Mineiro, Mato Grosso do Sul e MT. &ldquo;Foi um marco porque esse nematoide, diferente do que acontecia at&eacute; ent&atilde;o, ocasionou danos muito severos que impactaram n&atilde;o s&oacute; visualmente como no bolso do produtor&rdquo;, explicou Asmus.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-5h1l6\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Essas informa&ccedil;&otilde;es fizeram parte do <em>talk show<\/em> &ldquo;Preju&iacute;zos causados por fitonematoides no Cerrado&rdquo;, apresentado na tarde desta quinta-feira (28) durante o XXII Encontro T&eacute;cnico Soja da Funda&ccedil;&atilde;o de Apoio &agrave; Pesquisa Agropecu&aacute;ria de Mato Grosso (Funda&ccedil;&atilde;o MT), em Cuiab&aacute;-MT. Junto com o pesquisador, contribu&iacute;ram com o tema a nematologista e pesquisadora da institui&ccedil;&atilde;o, Rosangela Silva, J&uacute;lio Franchini, da Embrapa Soja, e Henrique Trevisanuto, da PA Consultoria. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-59brq\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Mudan&ccedil;as impactantes<\/strong><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-9uf4l\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">A partir do nematoide de cisto, os produtores e pesquisadores puderam entender que esse era um problema com mais especificidade pela cultura da soja. E a cada ano que deixavam de semear esse cultivo, as popula&ccedil;&otilde;es reduziam em at&eacute; 70%. O milho ver&atilde;o passou, ent&atilde;o, a entrar como excelente op&ccedil;&atilde;o em rota&ccedil;&atilde;o de culturas. &ldquo;Houve essa mudan&ccedil;a de postura, com outras op&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m como algod&atilde;o e cana-de-a&ccedil;&uacute;car. Mas existia a expectativa de voltar &agrave; &ldquo;normalidade&rdquo;, e isso melhorou quando surgiu a primeira cultivar de soja com resist&ecirc;ncia a cisto ra&ccedil;as 1 e 3&rdquo;, explicou o pesquisador da Embrapa.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-63q5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Junto a isso, o plantio direto aumentou, a rota&ccedil;&atilde;o com milheto e gram&iacute;neas forrageiras perenes tamb&eacute;m, al&eacute;m da intensifica&ccedil;&atilde;o do uso do solo com a sucess&atilde;o de culturas &ndash; milho safrinha com braqui&aacute;rias (ou n&atilde;o) e soja-algod&atilde;o. Neste per&iacute;odo, o melhoramento gen&eacute;tico da soja estava debru&ccedil;ado nas ra&ccedil;as 1 e 3, mas no Brasil e, especialmente no Cerrado, uma verdadeira &ldquo;salada de frutas&rdquo; de ra&ccedil;as virou realidade. &ldquo;E hoje, temos a presen&ccedil;a de muitas esp&eacute;cies, grandes &aacute;reas com nematoides e, recentemente, o aumento preocupante com a esp&eacute;cie <em>Rotylenchulus reniformis<\/em>. Quem cultiva algod&atilde;o sabe que &eacute; o mais problem&aacute;tico. Ele n&atilde;o causa sintomas dr&aacute;sticos na cultura da soja, as reboleiras s&atilde;o menos acentuadas e isso acaba confundindo os produtores com outras causas. E certamente as mudan&ccedil;as de postura foram os vetores da ocorr&ecirc;ncia dos nematoides de agora&rdquo;, relatou Guilherme.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-4efkt\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Presen&ccedil;a em Mato Grosso<\/strong><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-5l5de\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">O consultor Henrique Trevisanuto apresentou dados de uma pesquisa com 1059 an&aacute;lises nematol&oacute;gicas feitas em talh&otilde;es de Mato Grosso, na safra 2021\/22. O levantamento concluiu que 59% das &aacute;reas tiveram m&eacute;dia infesta&ccedil;&atilde;o de <em>Pratylenchus,<\/em> apenas 1% teve <em>Meloidogyne<\/em> e 3% teve cisto, sendo mais de 50% sem esse nematoide. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d5i8d\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s ra&ccedil;as de cisto, foram 334 amostras analisadas, sendo que 61% teve frequ&ecirc;ncia da ra&ccedil;a 4, 16% de ra&ccedil;a 14 e 14% da ra&ccedil;a 2, totalizando 91% com essas tr&ecirc;s ra&ccedil;as na safra. &ldquo;Apareceu novamente ra&ccedil;as 1 e 3, h&aacute; muitos anos n&atilde;o apareciam. Se fizermos um comparativo de evolu&ccedil;&atilde;o a partir da safra 17\/18 at&eacute; esta (mesmo tipo de levantamento), vemos que n&atilde;o mudou a frequ&ecirc;ncia da ra&ccedil;a 2 (de 16% para 14%), mas a 4 aumentou de 28% para 61% e a 14 caiu de 44% para 16%&rdquo;, contextualizou o consultor.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-cchkc\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Ele definiu que o que aconteceu n&atilde;o foi a solu&ccedil;&atilde;o do problema e sim a sele&ccedil;&atilde;o da ra&ccedil;a 4, que tem menos op&ccedil;&otilde;es de variedades resistentes. O alerta, portanto, &eacute; que apenas utilizar as cultivares com resist&ecirc;ncia n&atilde;o resolve o problema, mas sim evitar que as popula&ccedil;&otilde;es subam, atrav&eacute;s do uso de outras alternativas. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-ko8s\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Percep&ccedil;&atilde;o do produtor<\/strong><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-71os5\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">A nematologista Rosangela Silva, que desde 2001 desenvolve em Mato Grosso estudos sobre nematoides, ressaltou que a percep&ccedil;&atilde;o dos produtores com rela&ccedil;&atilde;o aos nematoides mudou, mas n&atilde;o o suficiente. &ldquo;Antes o produtor vinha conversar com a gente, ele dizia que tinha problema com nematoide, mas n&atilde;o sabia qual. Hoje ele sabe qual a esp&eacute;cie, as ra&ccedil;as, a percep&ccedil;&atilde;o mudou, mas ser&aacute; que para todos os nematoides?&rdquo;, questionou. A pesquisadora acrescentou que para <em>Rotylenchulus reniformes <\/em>ainda falta melhorar muito essa percep&ccedil;&atilde;o, pois h&aacute; a no&ccedil;&atilde;o do preju&iacute;zo no algodoeiro, mas n&atilde;o na soja, j&aacute; que a transfer&ecirc;ncia de uma cultura para a outra continua acontecendo, causando perda de rendimento nas duas em fun&ccedil;&atilde;o do parasita.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-4cn7m\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Desde 2015, em avalia&ccedil;&atilde;o de cultivares de soja plantadas antecedendo o algod&atilde;o, a Funda&ccedil;&atilde;o MT estuda o quanto elas deixam de heran&ccedil;a dessa esp&eacute;cie para a cultura do algodoeiro. &ldquo;Vemos que a maioria tem fator de reprodu&ccedil;&atilde;o (FR) alto, gerando essa transfer&ecirc;ncia, e as que tem FR baixo, bem interessante, geralmente n&atilde;o possuem ciclo apropriado para anteceder essa cultura que vem na segunda safra. Ent&atilde;o continuamos com o problema. Falo isso para mostrar que precisamos ajuda das empresas de melhoramento nisso&rdquo;, exp&ocirc;s Rosangela.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-ccl1v\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Como proceder<\/strong><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-bu4r9\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Para J&uacute;lio Franchini, &eacute; preciso melhorar o ambiente para deix&aacute;-lo mais favor&aacute;vel &agrave; planta e desfavor&aacute;vel para o nematoide, utilizando a rota&ccedil;&atilde;o com culturas n&atilde;o hospedeiras, que ainda melhoram a estrutura do solo. &ldquo;O nematoide est&aacute; a&iacute;, temos que conviver com ele. A cobertura traz prote&ccedil;&atilde;o do solo, regula&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica e reduz a perda de &aacute;gua por evapora&ccedil;&atilde;o. Voc&ecirc; cria um ambiente melhor para a planta, a cobertura vai trazer mais palhada, mais raiz&rdquo;, descreveu.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d19o3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">O pesquisador continuou perguntando se o nematoide &eacute; causa ou consequ&ecirc;ncia. &ldquo;Eu acho que &eacute; causa de danos quando est&aacute; em alta infesta&ccedil;&atilde;o, em ambiente favor&aacute;vel para ele e desfavor&aacute;vel para a planta. Mas acho que manejo inadequado tem muita causa. No caso de <em>Pratylenchus<\/em> temos altas popula&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o temos danos, em outras vezes o contr&aacute;rio. Ent&atilde;o n&atilde;o podemos atribuir ao fato de multiplicou ou n&atilde;o multiplicou, n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica observa&ccedil;&atilde;o a ser feita. Toda a integra&ccedil;&atilde;o de manejo &eacute; o diferencial&rdquo;, destacou.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-842ud\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Rosangela lembrou que o trabalho da Funda&ccedil;&atilde;o MT no CAD Sul, em Itiquira-MT tamb&eacute;m tem bons resultados na redu&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es de nematoides com a pr&aacute;tica da rota&ccedil;&atilde;o de culturas. O ensaio existe desde 2008, leva aplica&ccedil;&atilde;o de calc&aacute;rio para mostrar a varia&ccedil;&atilde;o do nematoide de cisto da soja. &ldquo;Com plantio de milheto na &aacute;rea a popula&ccedil;&atilde;o demorou mais pra come&ccedil;ar a subir, mostrando que a biologia do solo interfere muito. Mais ainda, nas parcelas com rota&ccedil;&atilde;o de culturas de entressafra (primeiro a soja, depois rotacionando com braqui&aacute;ria, milho e crotal&aacute;ria) demorou ainda mais para as popula&ccedil;&otilde;es aumentarem. Isso nos mostra que o solo biologicamente mais ativo oferece um efeito tamp&atilde;o para os nematoides, a parte qu&iacute;mica e biol&oacute;gica equilibrada tamb&eacute;m &eacute; de grande import&acirc;ncia&rdquo;, colocou a especialista. <\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-8aqd7\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Esse experimento tamb&eacute;m mostrou que com essas pr&aacute;ticas a produtividade &eacute; muito interessante, com diferen&ccedil;a de 31 sacas para 70 sacas por hectare nas parcelas de forma geral. &ldquo;A parte qu&iacute;mica do solo &eacute; extremamente importante, mas tamb&eacute;m n&atilde;o podemos deixar de nos preocupar com o manejo cultural, que &eacute; extremamente importante&rdquo;, completou a nematologista.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-6kl1k\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\"><strong>Aprendizados<\/strong><\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-v8k3\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Para Franchini, a agricultura n&atilde;o &eacute; filantropia. &ldquo;Hoje temos ferramentas para contornar as dificuldades. Ideal &eacute; come&ccedil;ar a prever antes que o nematoide aconte&ccedil;a. Quando estamos na situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o &eacute; mais sustent&aacute;vel temos que atacar. De forma organizada, talh&atilde;o a talh&atilde;o, tentando minimizar com o tempo&rdquo;, concluiu.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-d0een\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">Para Trevisanuto, um bom planejamento, olhar para um longo prazo e n&atilde;o ser imediatista &eacute; o ideal. &ldquo;Por exemplo pensar que os biol&oacute;gicos v&atilde;o dar de retorno l&aacute; na frente. &Eacute; melhor perder 10 sacas de milho com o cons&oacute;rcio, mas ganhar nos cinco anos subsequentes fazendo a pr&aacute;tica, e melhorar a biologia do solo. Hoje temos clientes que colhem talh&otilde;es de soja de 87 sacas, mas est&aacute; sete anos com cons&oacute;rcio, cinco anos com biol&oacute;gico na &aacute;rea, faz calc&aacute;rio todo ano. E falando na quest&atilde;o do adubo, imagina quem n&atilde;o cuidou dos nematoides nos &uacute;ltimos anos e vai cortar adubo? Ent&atilde;o fica a reflex&atilde;o&rdquo;, destacou.<\/span><\/p>\n<p id=\"viewer-bl8b0\" class=\"mm8Nw _1j-51 iWv3d _1FoOD _78FBa b+iTF iWv3d public-DraftStyleDefault-block-depth0 fixed-tab-size public-DraftStyleDefault-text-ltr\"><span class=\"_2PHJq public-DraftStyleDefault-ltr\">J&aacute; o pesquisador Guilherme ressaltou que. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio fazer an&aacute;lise de nematoide e ainda an&aacute;lise de o nematoide &eacute; indicador de qualidade do sistema de produ&ccedil;&atilde;o, e quando vira problema &eacute; porque algo est&aacute; errado solo, fazem pouco. Produzimos bem, choveu bem, colhemos at&eacute; 80 sacas, mas n&atilde;o estamos levando em considera&ccedil;&atilde;o que precisa repor nutrientes. A quest&atilde;o da fertilidade &eacute; um dever de casa. Diminuir variabilidade dentro da &aacute;rea, torn&aacute;-la mais homog&ecirc;nea, com menos regi&otilde;es com problemas para as plantas. Usar mais as ferramentas que est&atilde;o consolidadas, manter um ambiente bom para a planta&rdquo;, finalizou.<\/span><\/p>\n<div id=\"viewer-8o66o\" class=\"_2vd5k JP7h-\">\n<div class=\"_3CWa- Dv9jC Dv9jC _3mymk\">\n<div data-hook=\"imageViewer\" class=\"_2kEVY\" role=\"button\" tabindex=\"0\">\n<div class=\"_3WJnn _2Ybje\"><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" aria-hidden=\"true\" data-pin-url=\"https:\/\/www.ruralpress.com.br\/single-post\/controlar-nematoides-exige-todas-as-ferramentas-dispon&iacute;veis\" data-pin-media=\"https:\/\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_1000%2Ch_1000%2Cal_c%2Cq_80,enc_auto\/file.jpg\" class=\"OzAYt _3ii3f\" fifu-data-src=\"https:\/\/i3.wp.com\/static.wixstatic.com\/media\/e9afde_622fef55d1994c3cad5251ca6b700494~mv2.jpg\/v1\/fit\/w_750,h_737,al_c,q_20,enc_auto\/file.jpg?ssl=1\" width=\"1199\" height=\"1177\"\/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>RuralPRESS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Identificados h&aacute; 30 anos no Cerrado mato-grossense, pesquisas apontam que a presen&ccedil;a desses parasitas dos cultivos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[29,14418],"tags":[],"class_list":["post-349178","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agro","category-noticias","wpcat-29-id","wpcat-14418-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349178","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349178"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349178\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349178"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349178"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349178"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}