{"id":347089,"date":"2022-04-12T18:41:07","date_gmt":"2022-04-12T18:41:07","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=347089"},"modified":"2022-04-12T22:09:39","modified_gmt":"2022-04-12T22:09:39","slug":"1o-encontro-troca-de-conhecimentos-do-polo-amazonia-1-e-realizado-em-cacoal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/04\/1o-encontro-troca-de-conhecimentos-do-polo-amazonia-1-e-realizado-em-cacoal\/","title":{"rendered":"1\u00ba Encontro Troca de Conhecimentos do Polo Amaz\u00f4nia 1 \u00e9 realizado em Cacoal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><em>O debate de um time de especialistas discutem sustentabilidade e melhor aproveitamento dos recursos naturais<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Foi realizada em 11 de abril, uma reuni&atilde;o de produtores, empres&aacute;rios, cientistas, professores, bi&oacute;logos e entusiastas a fim de debater a&ccedil;&otilde;es em prol da sustentabilidade na Amaz&ocirc;nia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O presidente do F&oacute;rum do Futuro, Alysson Paolinelli, abriu o discurso fazendo um paralelo sobre a import&acirc;ncia dos alimentos desde os tempos da Segunda Guerra Mundial at&eacute; os tempos atuais. Ele ainda destacou os holofotes do mundo para o nosso pa&iacute;s frente &agrave;s a&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis. &ldquo;<em>O mundo est&aacute; de olho no Brasil porque desenvolvemos a Agricultura Tropical. Aquelas vantagens comparativas viraram para o nosso lado. Aqui se produz doze meses ao ano. Quando voc&ecirc; faz a integra&ccedil;&atilde;o lavoura, pecu&aacute;ria e floresta, por doze meses voc&ecirc; est&aacute; ocupando o solo intensamente&rdquo;.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Paolinelli destaca um dado imponente no quesito pobreza na Amaz&ocirc;nia<em>: &ldquo;A Amaz&ocirc;nia tem cerca de 28 milh&otilde;es de pessoas famintas, sem renda, na mis&eacute;ria. Enquanto isso existir, n&oacute;s n&atilde;o vamos conseguir fazer a sustentabilidade. Extrativismo &eacute; sinal de ignor&acirc;ncia, e voc&ecirc;s t&ecirc;m a solu&ccedil;&atilde;o para isso&rdquo;, <\/em>explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Ainda segundo o ex-ministro, a bioeconomia vai ser a salva&ccedil;&atilde;o do Brasil, porque ela n&atilde;o vai agir s&oacute; na produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola como tamb&eacute;m vai produzir na agroind&uacute;stria. &ldquo;<em>Se voc&ecirc; somar produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola mais agroind&uacute;stria, voc&ecirc; vai trabalhar 54% do PIB nacional. Somos hoje o maior mercado exportador de alimentos que o mundo tem&rdquo;.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Na sequ&ecirc;ncia, Samuel Almeida, diretor t&eacute;cnico do Sebrae-RO, ressalta a import&acirc;ncia do pequeno neg&oacute;cio, e que atrav&eacute;s do Sebrae dissemina <em>&ldquo;de forma democr&aacute;tica l&aacute; na ponta, na agricultura familiar, num produtor rural que t&aacute; l&aacute; na sala no dia a dia, precisando melhorar a sua manejo, a sua pastagem, a sua gest&atilde;o, introduzindo novas pr&aacute;ticas que gerem maior produtividade e competitividade ao seu setor produtivo&rdquo;.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Sebrae atua com quase 98% das empresas existentes no pa&iacute;s, que s&atilde;o pequenas empresas. Almeida destaca alguns temas fundamentais para alavancar o desenvolvimento e o crescimento econ&ocirc;mico dessa regi&atilde;o, sendo o principal deles, a uni&atilde;o de elementos. &ldquo;Cada recurso, cada contribui&ccedil;&atilde;o financeira e econ&ocirc;mica contribuir&aacute; para que a gente possa alavancar o desenvolvimento econ&ocirc;mico em nosso pais&rdquo;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Isis Lazzarini Foroni<strong>,<\/strong>&nbsp;zootecnista e professora no Instituto Federal de Rond&ocirc;nia, comentou sobre o&nbsp;Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (POLOCENTRO), criado em 1975. Foi desenvolvido&nbsp;dentro do minist&eacute;rio da agricultura e liderado pelo ex-ministro Alysson Paolinelli. Obteve&nbsp;grande import&acirc;ncia no Brasil e ganhou o t&iacute;tulo de segundo salto na agricultura.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>&ldquo;O produto brasileiro tem um grande potencial e merece ser valorizado a n&iacute;vel mundial. Mas para isso acontecer, tem que ser utilizado de estrat&eacute;gias para elevar o interesse pela mercadoria, j&aacute; que temos capacidade de melhorar a produ&ccedil;&atilde;o e aumentar a economia nacional&rdquo;.<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">H&eacute;lio Dias, presidente da Federa&ccedil;&atilde;o da Agricultura e Pecu&aacute;ria de Rond&ocirc;nia, (FAPERON). comentou sobre&nbsp;a ado&ccedil;&atilde;o de tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o na agricultura do estado. A ado&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas, que s&atilde;o usadas em outros estados, deve ser&nbsp;colocada como uma fonte refer&ecirc;ncia&nbsp;para Rond&ocirc;nia, com o foco de&nbsp;servir de demonstra&ccedil;&atilde;o para os produtores das diversas cadeias.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>&ldquo;Em Rond&ocirc;nia n&oacute;s demos um salto na produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;. H&aacute; um tempo atr&aacute;s havia mais de 120 mil hectares plantados, com produ&ccedil;&atilde;o de dois milh&otilde;es ao ano. Hoje, reduzimos para 70 mil&nbsp;hectares em m&eacute;dia, com o uso de diversas tecnologias, aplic&aacute;veis e hoje n&oacute;s produzimos at&eacute; mais de dois milh&otilde;es com a &aacute;rea mais reduzida&rdquo;,<\/em> afirmou H&eacute;lio Dias.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Ilce Santos, bi&oacute;loga e gestora, falou sobre a psicultura em Rond&ocirc;nia, e produ&ccedil;&atilde;o de maneira sustent&aacute;vel.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O Brasil inteiro est&aacute; passando por um momento de crise na comercializa&ccedil;&atilde;o do pescado. Por conta dos altos pre&ccedil;os dos insumos, da ra&ccedil;&atilde;o, que &eacute; o nosso principal insumo. <em>&ldquo;<\/em><em>Importante termos uma base de cada corte comercial e fortalecer a comercializa&ccedil;&atilde;o do pescado de Rond&ocirc;nia, que j&aacute; tem significativos resultados de pesquisa, seja na produ&ccedil;&atilde;o ou parte comercial. Na regi&atilde;o, por exemplo foi descoberto o &ocirc;mega sete, escasso em v&aacute;rias esp&eacute;cies de pescado&rdquo;<\/em>, refor&ccedil;a Ilce.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">O principal foco &eacute; unir os diversos elos do mercado da cadeia do peixe e juntar tudo numa esp&eacute;cie de rastreabilidade, desde o processo inicial at&eacute; a parte comercial, for&ccedil;ando uma melhoria na cadeia como um todo. A quest&atilde;o do m&eacute;todo de abates por eletronarcose &eacute; um importante case para esse mercado exigente em qualidade e bem-estar animal. O processo &eacute; necess&aacute;rio porque o pirarucu &eacute; grande e dificulta a sensibiliza&ccedil;&atilde;o deste no gelo. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Enrique Alves, grande lideran&ccedil;a da ci&ecirc;ncia que desenvolveu o caf&eacute; robusto da Amaz&ocirc;nia, falou sobre o trabalho de desenvolvimento sustent&aacute;vel da produ&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;s robustas amaz&ocirc;nicos, principalmente na regi&atilde;o das matas de Rond&ocirc;nia.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Hoje se produz dois milh&otilde;es de sacas em menos de setenta mil hectares, com uma produ&ccedil;&atilde;o mais eficiente do que o observado h&aacute; 20 anos atr&aacute;s. Atualmente Rond&ocirc;nia &eacute; o maior produtor da Amaz&ocirc;nia, com mais de 90% de todo caf&eacute; produzido no estado.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Prop&otilde;e n&uacute;cleos de excel&ecirc;ncia sustent&aacute;vel na cafeicultura, com todo o processo de rastreabilidade e integra&ccedil;&atilde;o, e as quest&otilde;es de arboriza&ccedil;&atilde;o e reflorestamento da &aacute;rea rural, bem como os componentes florestais pra cafeicultura para cria&ccedil;&atilde;o de microclimas e prote&ccedil;&atilde;o, e a recupera&ccedil;&atilde;o de solos, nascentes e uso de &aacute;gua legalizado. Conservando a floresta, a gente tem que trocar o extrativismo pela bioeconomia<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>&ldquo;Na cafeicultura, quando a gente faz esse trabalho, o impacto pode ser direto em dez mil fam&iacute;lias, mas indiretamente eu estou ajudando mais de trezentas mil fam&iacute;lias s&oacute; na cafeicultura nessa regi&atilde;o que a gente est&aacute; trabalhando. Isso &eacute; o impacto na &aacute;rea agr&iacute;cola&rdquo;,<\/em> afirma Enrique.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">A professora Marcia Azevedo, pesquisadora da UNICAMP, que trabalha com a vis&atilde;o da ci&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o na escola b&aacute;sica, ressalta que n&atilde;o tem como falarmos de futuro sem pensar em educa&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica sem a integra&ccedil;&atilde;o com os projetos do pa&iacute;s, com o seu contexto social a partir de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas locais.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Est&aacute; inserido n&uacute;cleo na cidade de Pimenta Bueno, na escola Valdir Monfredinho, com essa proposta de integra&ccedil;&atilde;o. A proposta &eacute; do investimento na forma&ccedil;&atilde;o cultural e de valoriza&ccedil;&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica como prioridade fundamentada na perspectiva de formar novas gera&ccedil;&otilde;es, que compreendam os processos de desenvolvimento local e sustent&aacute;vel especificamente na Amaz&ocirc;nia, como forma de gera&ccedil;&atilde;o de riquezas e oportunidades.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Isso faz com que essa sociedade, a partir do seu campo de atua&ccedil;&atilde;o, seja altamente produtiva, sustent&aacute;vel, justa e equ&acirc;nime, com um amplo desenvolvimento social&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Por fim a professora K&ecirc;nia Tronco e o professor Jo&atilde;o Marcelo, encerraram as palestras da parte da manh&atilde;.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">K&ecirc;nia Tronco, professora da Universidade Federal de Roraima, oferece aos produtores rurais uma equipe pra que forme unidades modelos nas propriedades, com todo o processo de recupera&ccedil;&atilde;o e manejo florestal, aux&iacute;lio de d&uacute;vidas, diminui&ccedil;&atilde;o de custo, etc.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Em troca, a professora realizar&aacute; estudos e pesquisas inexistentes em Rond&ocirc;nia, como a quantidade de sementes que precisam por hectares para efetivar uma recupera&ccedil;&atilde;o de terra.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\">Jo&atilde;o Marcelo, engenheiro agr&iacute;cola e professor na Unir, especializou-se no trabalho de recursos h&iacute;dricos e oferta suporte aos trabalhos dos produtores, e frisa que a import&acirc;ncia da &aacute;gua &eacute; muito sist&ecirc;mica numa propriedade rural.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>&ldquo;Temos que buscar cada vez mais sermos sustent&aacute;veis dentro das nossas fronteiras agr&iacute;colas e tamb&eacute;m&nbsp;explorarmos de maneira racional esse nosso recurso, dentre eles o h&iacute;drico e o uso racional do solo&rdquo;,<\/em> conclui Jo&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt\"><em>&nbsp;<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O debate de um time de especialistas discutem sustentabilidade e melhor aproveitamento dos recursos naturais &nbsp;&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":347088,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[1270],"class_list":["post-347089","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-eventos","tag-sustentabilidade","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=347089"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/347089\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=347089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=347089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=347089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}