{"id":342485,"date":"2022-04-08T14:13:14","date_gmt":"2022-04-08T14:13:14","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=342485"},"modified":"2022-04-08T14:17:47","modified_gmt":"2022-04-08T14:17:47","slug":"alta-da-taxa-de-juros-encarece-financiamento-imobiliario-e-pede-planejamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/04\/alta-da-taxa-de-juros-encarece-financiamento-imobiliario-e-pede-planejamento\/","title":{"rendered":"Alta da taxa de juros encarece financiamento imobili\u00e1rio e pede planejamento"},"content":{"rendered":"<p>A sequ&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&otilde;es na taxa b&aacute;sica de juros da economia (Selic), definida pelo Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do Banco Central do Brasil j&aacute; se mostra hist&oacute;rica e tem o objetivo de frear o aumento da infla&ccedil;&atilde;o. Atualmente em 11,75%, ela influencia todas as taxas de juros do Pa&iacute;s, como as dos empr&eacute;stimos, das aplica&ccedil;&otilde;es financeiras e dos financiamentos &ndash; em especial, o cr&eacute;dito habitacional, respons&aacute;vel por uma consider&aacute;vel fatia das formas de pagamento na aquisi&ccedil;&atilde;o de moradias.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A tentativa de conter a infla&ccedil;&atilde;o pela taxa de juros vem sendo repassada ao financiamento imobili&aacute;rio, que ainda se mant&eacute;m atrativo, mas j&aacute; d&aacute; sinais de dificuldade de acesso aos consumidores. Num cen&aacute;rio em que cada 1% de alta na taxa de juros leva a um aumento de cerca de R$ 240 na parcela do financiamento &ndash; e exige aproximadamente R$ 800 a mais na renda comprovada &ndash;, e considerando que, em agosto de 2020, a taxa estava no n&iacute;vel de 2%, essa diferen&ccedil;a &eacute; brutal no or&ccedil;amento das fam&iacute;lias que recorrem a este tipo de cr&eacute;dito para investir num im&oacute;vel pr&oacute;prio<\/p>\n<p>Com isso, o cliente com m&eacute;dio e baixo potencial de pagamento &eacute; levado a analisar op&ccedil;&otilde;es para realizar o sonho da casa pr&oacute;pria. Planejar &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o, pois, para especialistas, apesar da alta frequente dos juros, ainda &eacute; momento de investir em um im&oacute;vel.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Na mesma medida em que o custo do financiamento aumenta, com a eleva&ccedil;&atilde;o dos juros, tamb&eacute;m cresce a valoriza&ccedil;&atilde;o dos im&oacute;veis. Isso significa que, mesmo em um curto per&iacute;odo, adquirir um im&oacute;vel ainda &eacute; um investimento atraente, principalmente num momento de instabilidade econ&ocirc;mica em que a constitui&ccedil;&atilde;o de um patrim&ocirc;nio oferece seguran&ccedil;a financeira para as fam&iacute;lias. Al&eacute;m, &eacute; claro, de ser a realiza&ccedil;&atilde;o de um sonho&rdquo;, analisa Carlos Massini, advogado especialista em mercado imobili&aacute;rio e cooperativismo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo Massini, caso o comprador tenha uma reserva financeira, &eacute; interessante aportar o m&aacute;ximo poss&iacute;vel em um bom valor de entrada, sem comprometer o fundo de emerg&ecirc;ncia da fam&iacute;lia, pois esse valor inicial de peso reduz o montante a ser financiado &ndash; diminuindo o impacto das constantes eleva&ccedil;&otilde;es das taxas de juros. &ldquo;Mesmo com um cen&aacute;rio de alta de custos de insumos e de m&atilde;o de obra, os &iacute;ndices de corre&ccedil;&atilde;o como INCC e IGP-M, que atualizam, por exemplo, o valor do im&oacute;vel em constru&ccedil;&atilde;o previamente ao financiamento, est&atilde;o menores do que as taxas de cr&eacute;dito habitacional praticadas pelos bancos, inclusive a Caixa, maior nome no setor&rdquo;, explica o executivo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para isso, o comprador tamb&eacute;m pode ficar atento &agrave;s regras de utiliza&ccedil;&atilde;o do Fundo de Garantia por Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS), que pode ser integralmente destinado para abater a d&iacute;vida ou reduzir as parcelas do financiamento habitacional.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Por outro lado, &eacute; preciso agir com cautela. Com parcelas mais caras, o financiamento pode comprometer boa parte da renda da fam&iacute;lia, que tem que ter condi&ccedil;&otilde;es de arcar com outros gastos fundamentais para manter uma m&iacute;nima qualidade de vida. &ldquo;O comprador n&atilde;o pode se endividar a ponto de n&atilde;o conseguir custear a alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, vestimentas, educa&ccedil;&atilde;o e demais itens essenciais para a fam&iacute;lia. Ao adquirir um financiamento, esse comprometimento de renda foi avaliado: o cuidado &eacute; para que imprevistos como a perda de renda ou o desemprego afetem a capacidade de pagamento. Por isso &eacute; importante criar uma reserva para cobrir situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia&rdquo;, sugere o especialista.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Enquanto os juros sobem, o n&iacute;vel de vendas de im&oacute;veis n&atilde;o cai. De acordo com dados do Sindicato das Ind&uacute;strias da Constru&ccedil;&atilde;o Civil de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> (Secovi-SP), no acumulado de 12 meses at&eacute; fevereiro, houve aumento de 23,9% na comercializa&ccedil;&atilde;o de unidades residenciais. J&aacute; o n&uacute;mero de lan&ccedil;amentos cresceu 35,3% no per&iacute;odo. &ldquo;Isso comprova que agora &eacute; a hora de investir em um im&oacute;vel pr&oacute;prio&rdquo;, finaliza Massini.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sequ&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&otilde;es na taxa b&aacute;sica de juros da economia (Selic), definida pelo Comit&ecirc; de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":342484,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,13],"tags":[9491,4364],"class_list":["post-342485","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-economia","tag-inflacao","tag-juros","wpcat-21201-id","wpcat-13-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/342485","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=342485"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/342485\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=342485"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=342485"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=342485"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}