{"id":341339,"date":"2022-04-01T18:57:34","date_gmt":"2022-04-01T18:57:34","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=341339"},"modified":"2022-04-01T20:38:47","modified_gmt":"2022-04-01T20:38:47","slug":"sono-em-motoristas-sera-coisa-do-passado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/04\/sono-em-motoristas-sera-coisa-do-passado\/","title":{"rendered":"Sono em motoristas ser\u00e1 coisa do passado"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400\">A tecnologia contra o cansa&ccedil;o dos condutores. Estamos no caminho de um cen&aacute;rio positivo, mas antes &eacute; preciso entender o tamanho do drama que ainda vivemos em nossas pistas. Na maioria dos casos o sono chega sorrateiro, t&iacute;mido e disfar&ccedil;ado de sutileza. Rapidamente, come&ccedil;a a tomar conta da aten&ccedil;&atilde;o de quem est&aacute; ao volante. Movido pela pressa ou teimosia, o condutor tenta venc&ecirc;-lo,&nbsp;minimiz&aacute;-lo&nbsp;ou engan&aacute;-lo. Abre a janela, toma um gole d&rsquo;&aacute;gua e aumenta o volume da m&uacute;sica na tentativa de ignor&aacute;-lo. Tenta falar mais alto o esp&iacute;rito de invenc&iacute;vel ou daquele que faz o leviano c&aacute;lculo do &lsquo;d&aacute; para aguentar at&eacute; chegar&rsquo;&nbsp;ou &lsquo;s&oacute; falta mais um pouco&rsquo;. O final de muitas dessas cotidianas e impiedosas batalhas &eacute; tr&aacute;gico. O irrespons&aacute;vel&nbsp;sempre&nbsp;&eacute; vencido.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Cenas como essa n&atilde;o encontram fronteiras, s&atilde;o globais. Mas o Brasil figura em um triste destaque no ranking mundial. As mortes causadas por cansa&ccedil;o por aqui contribuem para nos posicionar como o 5o pa&iacute;s onde as pessoas mais morrem por acidentes no tr&acirc;nsito, atr&aacute;s de &Iacute;ndia, China, EUA e R&uacute;ssia, de acordo com levantamento da ONU, realizado no final de 2019, antes da pandemia. Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, no mesmo ano, o Brasil teve quase 32 mil v&iacute;timas fatais.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Nesse contexto, o cansa&ccedil;o representa o grande vil&atilde;o das estradas nacionais. De acordo com estudo realizado pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Medicina de Tr&aacute;fego (ABRAMET) em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia e com o Conselho Regional de Medicina, 42% dos acidentes est&atilde;o relacionados ao sono e 18% por fadiga. Somados, os 62% pintam um retrato complexo do tamanho do problema e do quanto pode ser fatal conduzir com sono ou fadiga.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Mas esse quadro desafiador tem tudo para fazer parte de um terr&iacute;vel passado se a tend&ecirc;ncia de reguladores, em abra&ccedil;ar a tecnologia como arma preventiva, for adotada por todos os governos do mundo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">A corrida por desenvolver carros el&eacute;tricos cada vez mais eficientes e baratos tamb&eacute;m acontece em paralelo no quesito seguran&ccedil;a de ve&iacute;culos. No caso do combate ao cansa&ccedil;o &eacute; a tecnologia de detec&ccedil;&atilde;o de fadigas que tende a se tornar global, obrigat&oacute;ria, implantando sistemas inteligentes em todos os autos que sa&iacute;rem das f&aacute;bricas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">No passado, ter uma c&acirc;mera que contasse com um sensor capaz de sinalizar ao motorista que ele est&aacute; com sono ou com fadiga e que corria o risco de acidentes, era algo apenas para carros mega tecnol&oacute;gicos, uma seleta gama dos top de linhas de cada montadora.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Hoje, a realidade &eacute; completamente distinta: os&nbsp;<em>devices<\/em>&nbsp;s&atilde;o acess&iacute;veis, a tecnologia de precis&atilde;o evoluiu muito e a press&atilde;o da sociedade come&ccedil;a a surtir efeito para que a preven&ccedil;&atilde;o de fadiga seja democratizada e dispon&iacute;vel em todos os ve&iacute;culos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Sabemos que investir em educa&ccedil;&atilde;o de motoristas &eacute; fundamental, mas ela encontra barreiras estruturais, al&eacute;m de ter sempre efeitos no longo prazo. Exigir que um equipamento seja padr&atilde;o de f&aacute;brica obrigat&oacute;rio &eacute; refor&ccedil;ar e acelerar as mudan&ccedil;as que salvar&atilde;o vidas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\"><strong>&Eacute; o que fez a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia que a partir deste ano<\/strong>&nbsp;passa a obrigar todas as montadoras a entregarem vans, carros, &ocirc;nibus e caminh&otilde;es com um sensor que detecta fadiga ou distra&ccedil;&otilde;es dos motoristas. O equipamento faz parte de um pacote chamado de&nbsp;<em>New Safety Features in your Car&nbsp;<\/em>(Novas Configura&ccedil;&otilde;es de Seguran&ccedil;as no seu Carro). De acordo com o Bloco Europeu, 90% dos acidentes s&atilde;o causados por erros humanos e as novas tecnologias s&atilde;o essenciais para mitigar esse desafio.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">A Europa d&aacute; um forte exemplo e fomenta o debate em um contexto mundial. Por outro lado, as pr&oacute;prias montadoras correm atr&aacute;s de escolherem as tecnologias mais eficientes e seguras em uma competi&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel em que os motoristas ser&atilde;o os maiores beneficiados. Afinal, oferecer um sistema com sensores avan&ccedil;ados, que contemple intelig&ecirc;ncia artificial e at&eacute; seja capaz, por exemplo, de gerar relat&oacute;rios transmitidos para um aplicativo de celular, &eacute; algo que agrega &agrave; marca.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Ter o equipamento padr&atilde;o em novos carros &eacute; um avan&ccedil;o, mas h&aacute; discuss&otilde;es, ainda t&iacute;midas, de obrigar a instala&ccedil;&atilde;o em ve&iacute;culos seminovos, a fim de acelerar a redu&ccedil;&atilde;o de acidentes, nos mesmos moldes de atua&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de minera&ccedil;&atilde;o, onde mesmo frotas com ve&iacute;culos mais antigos contam com sistemas embarcados de detec&ccedil;&atilde;o de sonol&ecirc;ncia.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">Sabemos que por si s&oacute;, ter a tecnologia n&atilde;o &eacute; garantia de que o motorista n&atilde;o se arriscar&aacute; em dirigir cansado ou com sono. Tamb&eacute;m se discute se deveria obrigar que esses sensores mantenham registros de desobedi&ecirc;ncia do aviso. A intelig&ecirc;ncia artificial j&aacute; &eacute; capaz de conectar esse alerta a um comando que, por exemplo, reduz automaticamente a velocidade do ve&iacute;culo em um caso de o motorista ignorar o aviso.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">A tend&ecirc;ncia &eacute; que cada vez mais a tecnologia seja capaz de reduzir o fator irresponsabilidade de quem coloca as m&atilde;os ao volante. O sono &eacute; inerente a qualquer ser humano, mas hoje j&aacute; temos a solu&ccedil;&atilde;o para que ele n&atilde;o seja uma amea&ccedil;a a quem dirige e a quem caminha de forma inocente em uma cal&ccedil;ada ou pr&oacute;ximo a acostamentos. Ao mirar para os nossos olhos, uma lente inteligente n&atilde;o s&oacute; acender&aacute; um alerta, como impedir&aacute; um poss&iacute;vel acidente, agindo como um &lsquo;anjo da guarda padr&atilde;o&rsquo; dentro de todos os ve&iacute;culos do planeta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">*Sidnei Canhedo &eacute; bi&oacute;logo e gestor da Optalert, empresa australiana, l&iacute;der mundial na tecnologia de controle de fadigas.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p style=\"font-weight: 400\">\n<\/p><p style=\"font-weight: 400\">\n<\/p><p style=\"font-weight: 400\">\n<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tecnologia contra o cansa&ccedil;o dos condutores. 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