{"id":339486,"date":"2022-03-23T18:07:23","date_gmt":"2022-03-23T18:07:23","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=339486"},"modified":"2022-03-23T18:45:46","modified_gmt":"2022-03-23T18:45:46","slug":"levantamento-do-observatorio-de-oncologia-mostra-estagnacao-no-combate-ao-cancer-do-colo-do-utero-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/03\/levantamento-do-observatorio-de-oncologia-mostra-estagnacao-no-combate-ao-cancer-do-colo-do-utero-no-brasil\/","title":{"rendered":"Levantamento do Observat\u00f3rio de Oncologia mostra estagna\u00e7\u00e3o no combate ao c\u00e2ncer do colo do \u00fatero no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero representa um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil. Trata-se da primeira causa de &oacute;bito por c&acirc;ncer feminino na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s e a segunda no Nordeste, de acordo com dados do Instituto Nacional de C&acirc;ncer. Entre 2010 e 2018, o estado do Amazonas liderou esse ranking, por&eacute;m em 2019 houve uma mudan&ccedil;a neste cen&aacute;rio: Roraima passou a liderar a taxa de mortalidade com 14,1 &oacute;bitos a cada 100.000 mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um estudo do Observat&oacute;rio de Oncologia avaliou os dados de mortalidade pela doen&ccedil;a e constatou que, mesmo com a vacina&ccedil;&atilde;o contra o HPV e os exames de rastreamento, o Brasil pouco tem avan&ccedil;ado no combate &agrave;s mortes por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao comparar os dados de 2018 e 2019, a pesquisa verificou que cinco estados brasileiros registraram aumento e apenas quatro estados apresentaram diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de &oacute;bitos pela doen&ccedil;a no per&iacute;odo. Roraima foi o estado que registrou maior aumento (54%) seguido por Sergipe (28%), Rond&ocirc;nia (20%), Piau&iacute; (18%) e Bahia (11%), enquanto Paran&aacute; (-11%), Mato Grosso do Sul (-13%), Amap&aacute; (-14%) e Distrito Federal (-18%) tiveram queda.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A maioria dos estados brasileiros teve estabilidade no n&uacute;mero de &oacute;bitos por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero. &Eacute; importante ressaltar que esse tipo de tumor &eacute; de f&aacute;cil preven&ccedil;&atilde;o e detec&ccedil;&atilde;o, e as mortes por essa causa, ainda que em estabilidade, geram um alerta para melhorar os pilares de vacina&ccedil;&atilde;o, rastreamento e tratamento, que s&atilde;o essenciais para acelerar a elimina&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero, de acordo com a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de ser uma doen&ccedil;a evit&aacute;vel, trat&aacute;vel e com vacina dispon&iacute;vel na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de, a meta estabelecida pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de vacinar 80% da popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; abaixo do desejado no Brasil. Segundo dados compilados pela Sociedade Brasileira de Imuniza&ccedil;&otilde;es (SBIm), em 2020, a primeira dose da vacina HPV foi aplicada em cerca de 70% das meninas e em pouco mais de 40% dos meninos. Na segunda dose, os &iacute;ndices foram mais baixos: aproximadamente 40% e 30%. Com os dados do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es (SI-PNI), nota-se que 2021 registrou o menor n&uacute;mero de aplica&ccedil;&otilde;es at&eacute; o momento: 2.092.499 doses em meninas de 9 a 14 anos.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo dados da Pesquisa Nacional de Sa&uacute;de de 2019, estima-se que 81,3% das mulheres da faixa et&aacute;ria alvo do programa realizaram o exame preventivo h&aacute; menos de tr&ecirc;s anos da data da entrevista, por&eacute;m com diferen&ccedil;as regionais. As Regi&otilde;es Sul (84,8%) e Sudeste (84,1%) apresentaram percentuais acima da m&eacute;dia nacional, enquanto as Regi&otilde;es Norte (79,0%), Centro-Oeste (78,8%) e Nordeste (76,4%) situaram-se abaixo dessa m&eacute;dia (IBGE, 2021). A partir de informa&ccedil;&otilde;es do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o do C&acirc;ncer (SISCAN), a menor propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que referem ter realizado exame preventivo encontra-se no Amap&aacute; (73,7%), enquanto Esp&iacute;rito Santo (90,2%) apresentou o melhor &iacute;ndice.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Em cinco anos, poucas mudan&ccedil;as<\/strong><\/p>\n<p>H&aacute; cinco anos, outro levantamento realizado pelo Observat&oacute;rio j&aacute; mostrava a rela&ccedil;&atilde;o da baixa imuniza&ccedil;&atilde;o e a falta de exames de rastreamento com o n&uacute;mero elevado de casos de c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa, que utilizava dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de 2014, mostrava que a maior taxa de mortalidade nesse c&acirc;ncer era encontrada no Amazonas. A menor por&ccedil;&atilde;o de mulheres que realizavam exame Papanicolau se encontrava nos estados de Alagoas (53,8%) e na Para&iacute;ba (64,2%).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os estudos podem ser acessados em <a href=\"https:\/\/observatoriodeoncologia.com.br\">https:\/\/observatoriodeoncologia.com.br<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero representa um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil. 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