{"id":336878,"date":"2022-03-07T17:28:23","date_gmt":"2022-03-07T17:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=336878"},"modified":"2022-03-08T00:48:49","modified_gmt":"2022-03-08T00:48:49","slug":"mulheres-assumem-protagonismo-em-areas-consideradas-masculinas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/03\/mulheres-assumem-protagonismo-em-areas-consideradas-masculinas\/","title":{"rendered":"Mulheres assumem protagonismo em \u00e1reas consideradas \u201cmasculinas\u201d"},"content":{"rendered":"<p>J&aacute; faz tempo que as mulheres v&ecirc;m ocupando lugares que, um dia, foram majoritariamente masculinos, especialmente no mercado de trabalho. Ainda que nem todos os desafios tenham sido vencidos, provas do protagonismo feminismo n&atilde;o faltam para celebrar o Dia das Mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Um exemplo est&aacute; na gradua&ccedil;&atilde;o em Criminologia oferecida pelo UniCuritiba &ndash; institui&ccedil;&atilde;o que faz parte da &Acirc;nima Educa&ccedil;&atilde;o, uma das principais organiza&ccedil;&otilde;es de ensino superior do pa&iacute;s. Dos quase 100 alunos matriculados, a ampla maioria &eacute; de mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Pioneiro no Brasil na cria&ccedil;&atilde;o de um curso superior de Criminologia, o UniCuritiba formar&aacute; sua primeira turma neste ano. Assim como as estudantes, as professoras tamb&eacute;m ocupam lugar de destaque, correspondendo a cerca de 50% do corpo docente.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Formada em Direito, com doutorado em Processo Penal, a professora Michelle Gironda Cabrera diz que a participa&ccedil;&atilde;o feminina na &aacute;rea criminal n&atilde;o &eacute; t&atilde;o recente quanto se costuma imaginar. &ldquo;Existem excelentes mulheres criminalistas e crimin&oacute;logas que v&ecirc;m se dedicando, j&aacute; h&aacute; algumas d&eacute;cadas, a assuntos socialmente concebidos como &lsquo;masculinos&rsquo;.&rdquo;<\/p>\n<p>Esse interesse, analisa a docente dos cursos de Direito e Criminologia, se deve ao fato de que as Ci&ecirc;ncias Criminais est&atilde;o ligadas a quest&otilde;es humanas. &ldquo;Temos mais da metade das turmas de Criminologia compostas por alunas extremamente dedicadas, respons&aacute;veis e estudiosas.&rdquo;<\/p>\n<p>Michelle Cabrera conta que sua aten&ccedil;&atilde;o pessoal &agrave; &aacute;rea de Criminologia come&ccedil;ou junto com a pr&aacute;tica criminal, como advogada criminalista. &ldquo;Percebi que a boa dogm&aacute;tica penal e processual penal, na defesa das garantias e dos direitos das pessoas, precisava estar atrelada &agrave; cr&iacute;tica criminol&oacute;gica para surtir algum efeito&rdquo;, conta.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Com a palavra, as estudantes<\/strong><\/p>\n<p>Os graduandos em Criminologia pelo UniCuritiba t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o diferenciada para atuar em diversos campos na &aacute;rea da Criminologia e das Ci&ecirc;ncias Criminais. Normalmente, a atua&ccedil;&atilde;o feminina se concentra na pesquisa acad&ecirc;mica e na seguran&ccedil;a p&uacute;blica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A criminalista Juliana Absher &eacute; estudante do 5&ordm; per&iacute;odo de Criminologia no UniCuritiba. O interesse pelo curso surgiu ap&oacute;s a forma&ccedil;&atilde;o em Direito. &ldquo;A Criminologia, por se tratar de uma ci&ecirc;ncia social aplicada, multidisciplinar, explicitamente voltada para o mundo do ser e com um vi&eacute;s propositivo foi o que me chamou aten&ccedil;&atilde;o, pois com essas caracter&iacute;sticas ela &eacute; capaz de contribuir de forma efetiva para a quest&atilde;o criminal&rdquo;, diz.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Inspirada nas professoras do UniCuritiba, entre elas as doutoras Michelle Cabrera, Mariel Muraro e Karla Pinhel, Juliana &eacute; direta: &ldquo;O crescimento no n&uacute;mero de mulheres em &aacute;reas at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s consideradas masculinas demonstra a nossa capacidade de ocupar os espa&ccedil;os que quisermos&rdquo;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>A estudante Catherine Ribas ingressou, em 2019, no curso de Direito do UniCuritiba e, depois de um semestre, viajou para um interc&acirc;mbio acad&ecirc;mico de seis meses em Portugal. Foi l&aacute;, cursando a disciplina, que confirmou sua escolha: Criminologia. &ldquo;Na volta, troquei de curso e hoje me orgulho de fazer parte de uma turma pioneira nesta &aacute;rea no Brasil.&rdquo;<\/p>\n<p>Sobre a participa&ccedil;&atilde;o feminina em &aacute;reas como a Criminologia, ela confirma que sua turma &eacute; composta por mulheres, em sua maioria. &ldquo;Atualmente, as principais op&ccedil;&otilde;es para quem cursa Criminologia s&atilde;o os concursos p&uacute;blicos na &aacute;rea de seguran&ccedil;a e a doc&ecirc;ncia, onde me vejo no futuro.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Graduanda em Direito pelo UniCuritiba, Marcela Borges de Macedo decidiu cursar Criminologia em paralelo porque entende que h&aacute; uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre as &aacute;reas e v&ecirc; possibilidades de as mulheres, compreendendo melhor as quest&otilde;es da criminaliza&ccedil;&atilde;o, atuarem em defesa de outras.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Ainda h&aacute; muita &lsquo;fragilidade&rsquo; e pouca estrutura e suporte &agrave;s mulheres no sistema penal brasileiro, principalmente em se tratando da popula&ccedil;&atilde;o feminina negra. Acredito que podemos fazer a diferen&ccedil;a&rdquo;, diz a jovem.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>No futuro, a estudante se v&ecirc; atuando na seguran&ccedil;a p&uacute;blica e aplicando os conceitos do curso de Criminologia e do Direito como ju&iacute;za ou delegada, contribuindo para a melhoria do sistema penal e dos temas voltados &agrave;s mulheres.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Criminologia X criminaliza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Assim como a presen&ccedil;a das mulheres nas Ci&ecirc;ncias Criminais vem crescendo, a professora dos cursos de Direito e Criminologia do UniCuritiba, Michelle Cabrera, fala de outro dado que chama a aten&ccedil;&atilde;o no Brasil: o envolvimento de mulheres no crime.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Desde a entrada em vigor da nova Lei de Drogas, em 2006, a criminaliza&ccedil;&atilde;o de mulheres aumentou 300% no Brasil. &ldquo;Isso n&atilde;o significa que as mulheres tenham se tornado mais criminosas, mas que passaram a ser mais perseguidas pelo sistema de justi&ccedil;a criminal, especialmente as mulheres negras e perif&eacute;ricas&rdquo;, explica.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>De acordo com indicadores do Departamento Penitenci&aacute;rio Nacional (Depen), do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, o tr&aacute;fico de drogas representa 62% dos crimes pelos quais as mulheres est&atilde;o presas no Brasil. Em alguns Estados, os n&uacute;meros s&atilde;o ainda maiores, especialmente na fronteira ou em regi&otilde;es que est&atilde;o na rota do tr&aacute;fico, como Mato Grosso (82%) e Rio Grande do Sul (89%).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Perfil semelhante<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, o perfil das mulheres envolvidas em crimes se assemelha: 77% relataram hist&oacute;rico de abuso de drogas em algum momento da vida; 66% estavam desempregadas no momento da pris&atilde;o; 60% possu&iacute;am baixo grau de escolaridade (57% tinham o ensino fundamental incompleto e 3% eram analfabetas); 51% eram solteiras, vi&uacute;vas ou separadas e 91% possu&iacute;am filhos\/as.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&ldquo;Normalmente, casos p&uacute;blicos e emblem&aacute;ticos envolvendo mulheres acabam por serem not&aacute;veis quando elas s&atilde;o v&iacute;timas e o grande problema &eacute; que, n&atilde;o raras vezes, as mulheres s&atilde;o revitimizadas, sendo tratadas como culpadas pelas agress&otilde;es que sofreram. J&aacute; o problema envolvendo mulheres presas ainda &eacute; pouco discutido publicamente&rdquo;, analisa a Michelle Cabrera.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Segundo a especialista, felizmente a cr&iacute;tica criminol&oacute;gica vem trazendo &agrave; tona essas quest&otilde;es. &ldquo;As mulheres envolvidas no tr&aacute;fico, em sua maioria, al&eacute;m de estarem situadas em camadas sociais tidas como marginalizadas, desconhecem a extens&atilde;o de seus direitos, o que poderia, inclusive, ser relacionado ao baixo &iacute;ndice de escolaridade, e n&atilde;o disp&otilde;em dos recursos para arcar com o custo de um procedimento judicial.&rdquo;<\/p>\n<p>Para a estudante do UniCuritiba e advogada criminalista Juliana Absher, o estudo da criminologia representa um grande e necess&aacute;rio passo para mudan&ccedil;as efetivas no Brasil. &ldquo;Ainda mais em nosso pa&iacute;s, que notoriamente enfrenta dificuldades com altos &iacute;ndices de criminaliza&ccedil;&atilde;o e aumento da popula&ccedil;&atilde;o carcer&aacute;ria.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Sobre o UniCuritiba<\/strong><\/p>\n<p><em>Com mais de 70 anos de tradi&ccedil;&atilde;o e excel&ecirc;ncia, o UniCuritiba &eacute; uma institui&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para os paranaenses e reconhecido pelo MEC como uma das melhores institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior de Curitiba (PR). Destaca-se por ter um dos melhores cursos de Direito do pa&iacute;s, com selo de qualidade OAB Recomenda em todas as suas edi&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de ser refer&ecirc;ncia na &aacute;rea de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais. Conta com mais de 40 op&ccedil;&otilde;es de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, em todas as &aacute;reas do conhecimento, al&eacute;m de cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, mestrado e doutorado.<\/em><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><em>Possui uma estrutura completa e diferenciada, &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos seus mais de 6 mil estudantes, com dois campi (Milton Vianna Filho e Pinheirinho) e mais de 60 laborat&oacute;rios. Com professores mestres e doutores que possuem viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica e longa experi&ecirc;ncia profissional, o UniCuritiba tem seu ensino focado na conex&atilde;o com o mundo do trabalho e com as pr&aacute;ticas mais atuais das profiss&otilde;es, estimulando o networking e as viv&ecirc;ncias multidisciplinares.&nbsp; <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J&aacute; faz tempo que as mulheres v&ecirc;m ocupando lugares que, um dia, foram majoritariamente masculinos, especialmente&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201,1],"tags":[],"class_list":["post-336878","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","category-eventos","wpcat-21201-id","wpcat-1-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336878","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=336878"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336878\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=336878"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=336878"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=336878"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}