{"id":336504,"date":"2022-03-04T00:06:31","date_gmt":"2022-03-04T00:06:31","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/?p=336504"},"modified":"2022-03-04T00:06:31","modified_gmt":"2022-03-04T00:06:31","slug":"olhar-os-problemas-pela-otica-da-oportunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/03\/olhar-os-problemas-pela-otica-da-oportunidade\/","title":{"rendered":"Olhar os problemas pela \u00f3tica da oportunidade"},"content":{"rendered":"<ul>\n<li>\n<h2><em>Por Regina Campilongo<\/em><\/h2>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao observar como as pessoas reagem ao estresse provocado por um problema, pesquisadores encontraram duas orienta&ccedil;&otilde;es comuns, cada uma com uma perspectiva espec&iacute;fica. Enquanto uma foca os perigos, a outra se concentra na promessa de novas oportunidades. (Daryl R. Conner).<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Orientar times para olharem os problemas pela &oacute;tica da oportunidade cria possibilidades onde antes existiam barreiras. A melhor forma para lidarmos com mudan&ccedil;as, conflitos e crises &eacute; nos orientarmos por meio da oportunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No final de 2021, fiz uma pergunta a dezenas de l&iacute;deres: se pudesse fazer um pedido ao mundo organizacional, qual seria? E as principais respostas foram: reduzir o n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es da equipe; ser informado sobre os problemas, por&eacute;m j&aacute; com ideias de solu&ccedil;&otilde;es; e liderar times engajados.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap&oacute;s algumas conversas, conclu&iacute;mos que as principais respostas se referem a um &uacute;nico problema: a falta de foco na oportunidade. O envolvimento com os problemas gera uma grande dificuldade em encontrar alternativas que nos levem a criar e inovar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta aqui &eacute; explorar o positivo do problema, e, assim, alcan&ccedil;ar o comprometimento. Nesse caso, o caminho trilhado &eacute; o da busca de comportamentos que geram inova&ccedil;&atilde;o, que exploram a criatividade, focam o positivo e orientam &agrave; oportunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por que isso acontece?<\/p>\n<p>Se vivemos um problema que nos impacta diretamente, que nos faz perder o controle e a clareza sobre o futuro, tenderemos a desenvolver o que &eacute; chamado de &lsquo;orienta&ccedil;&atilde;o P&rsquo;, que significa a orienta&ccedil;&atilde;o ao perigo, que faz disparar uma s&eacute;rie de eventos fisiol&oacute;gicos de prote&ccedil;&atilde;o. Uma outra pessoa pode viver o mesmo problema e se sentir segura e no controle, neste caso, ela apresentar&aacute; a &lsquo;orienta&ccedil;&atilde;o O&rsquo;, ou seja, uma orienta&ccedil;&atilde;o voltada para a oportunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Vale ressaltar que o estado de orienta&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; consciente, ou em certas situa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute; consciente por um per&iacute;odo determinado e que podemos mudar a nossa orienta&ccedil;&atilde;o. Pessoas orientadas pelo perigo, geralmente, sentem falta de um prop&oacute;sito, de vis&atilde;o clara, se sentem inseguras sobre si e a sua habilidade de gerenciar as incertezas. Por estes motivos t&ecirc;m dificuldade em se reorientar. Tendem a interpretar a vida de forma bin&aacute;ria: certo ou errado, sim ou n&atilde;o, devo ou n&atilde;o devo. S&atilde;o profissionais que trabalham com a nega&ccedil;&atilde;o: &ldquo;N&atilde;o vejo como isso pode dar certo&rdquo;. S&atilde;o reativos ao inv&eacute;s de proativos e tendem a se vitimizar.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>J&aacute; as pessoas orientadas pela oportunidade respondem positivamente aos problemas. Apesar de reconhecerem o perigo, identificam a vantagem a ser explorada. Envolve uma s&eacute;rie de compet&ecirc;ncias comportamentais, sendo as principais:<\/p>\n<ul>\n<li>Pensamento sist&ecirc;mico &ndash; vis&atilde;o ampla do cen&aacute;rio;<\/li>\n<li>Pensamento exponencial &ndash; lidar com v&aacute;rios eventos simult&acirc;neos, compreendendo que a vida n&atilde;o &eacute; linear;<\/li>\n<li>capacidade de lidar com as adversidades &ndash; a capacidade de nos adaptarmos e nos respeitarmos;<\/li>\n<li>Positividade &ndash; criar possibilidades, onde os demais n&atilde;o encontram;<\/li>\n<li>Lidar positivamente com os erros &ndash; a habilidade de aprender com os pr&oacute;prios erros e superar as dificuldades;<\/li>\n<li>Ser &aacute;gil &ndash; ter uma ideia, valid&aacute;-la, ir adiante ou descart&aacute;-la;<\/li>\n<li>Criar conex&otilde;es &ndash; a capacidade de ir al&eacute;m da comunica&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<li>Ser assertivo &ndash; ter clareza sobre o que realmente importa e ser capaz de se posicionar, sem impor.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Frente &agrave; quebra de expectativas, as pessoas do tipo &ldquo;O&rdquo; se sentem t&atilde;o desorientadas quanto &agrave;s pessoas do tipo &ldquo;P&rdquo;, por&eacute;m n&atilde;o se tornam defensivas. Buscam informa&ccedil;&otilde;es que gerem novas possibilidades, lidam positivamente com a vulnerabilidade, tornam-se conscientes sobre suas emo&ccedil;&otilde;es, acessam seus talentos e refor&ccedil;am as parcerias. Como resultado desafiam suas suposi&ccedil;&otilde;es, seus quadros referenciais e criam relacionamentos ainda mais fortes.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Como melhorar?<\/p>\n<p>Segundo Ethan Kross, neurocientista, psic&oacute;logo, professor premiado da Universidade de Michigan e da Ross School of Business, &ldquo;Seu humor &eacute; definido n&atilde;o pelo que voc&ecirc; fez, mas pelo que pensou&rdquo;. Quer dizer que o seu comportamento &eacute; definido n&atilde;o pelo que voc&ecirc; faz, mas pelo que pensa. Tornar-se consciente sobre os seus pensamentos contribui com a tomada de decis&atilde;o e o foco no que realmente importa. Questione-se: Qual pensamento motivou tal a&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p>Isso significa que a decis&atilde;o de olhar para o problema e restringir as op&ccedil;&otilde;es ou olhar para as oportunidades e ampliar as chances, depende do seu ponto de vista, do lugar, onde o seu pensamento o coloca. A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o que nos permite filtrar as coisas que n&atilde;o importam para podermos nos concentrar nas coisas que importam, e um dos principais culpados por manter o nosso foco no problema &eacute; o nosso fluxo verbal negativo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Para mudar uma &ldquo;orienta&ccedil;&atilde;o P&rdquo; (perigo) para uma &ldquo;orienta&ccedil;&atilde;o O&rdquo; (oportunidade)*:<\/p>\n<p>1&ordm;) Olhe de frente. Enfrente voluntariamente seus pensamentos, emo&ccedil;&otilde;es e comportamentos, com curiosidade e gentileza. Valide qual o pensamento que est&aacute; gerando a inseguran&ccedil;a e de que forma ele pode ser substitu&iacute;do para transformar o pensamento bin&aacute;rio em exponencial.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>2&ordm;) Afaste-se. Depois de observar os seus pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es, amplie a sua vis&atilde;o.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>3&ordm;) Siga em frente. Identificar como melhorar o que fazemos bem e desenvolver o que nos limita &eacute; a alternativa que nos coloca em movimento e transforma a zona de conforto em zona de oportunidade.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Anderson Birman, fundador do Grupo Arezzo, d&aacute; instru&ccedil;&otilde;es: respeite a crise, mas foque no neg&oacute;cio; toda crise traz oportunidades. Encontre-as; respeite a demanda, n&atilde;o antecipe as ofertas;&nbsp;adapte-se, adapte-se e adapte-se de novo;&nbsp;permita-se; e enxergue al&eacute;m da crise, pois cedo ou tarde ELA PASSAR&Aacute;.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p>Seja voc&ecirc; tamb&eacute;m um influenciador de oportunidade, pois como j&aacute; dizia Daryl R. Conner: &ldquo;O problema deveria ser visto como um desafio a ser resolvido e oportunidades a serem exploradas, ao inv&eacute;s de algo terr&iacute;vel a ser evitado.&rdquo;<\/p>\n<p>* dicas do livro &ldquo;Agilidade Emocional&rdquo; de Susan David.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<h3><em>Regina Campilongo &mdash; S&oacute;cia fundadora da Moving Forward &ndash; Heads, professora, design e facilitadora de programas de treinamentos comportamentais organizacionais, mentora&nbsp;estrat&eacute;gica &aacute;gil, conselheira Trends Innovation, Master IE.<\/em><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Regina Campilongo &nbsp; Ao observar como as pessoas reagem ao estresse provocado por um problema,&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[11,21201],"tags":[],"class_list":["post-336504","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigo","category-destaques","wpcat-11-id","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336504","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=336504"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/336504\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=336504"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=336504"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=336504"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}