{"id":328585,"date":"2022-01-21T13:24:29","date_gmt":"2022-01-21T13:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/redepress.ecompare.com.br\/noticias\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais\/"},"modified":"2022-01-21T13:24:29","modified_gmt":"2022-01-21T13:24:29","slug":"grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais\/","title":{"rendered":"Grupo da Unifesp desenvolve protocolo para impress\u00e3o 3D de c\u00e9lulas cerebrais"},"content":{"rendered":"<div><img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/ywAAAAAAQABAAACAUwAOw==\" fifu-lazy=\"1\" fifu-data-sizes=\"auto\" fifu-data-srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=75&amp;resize=75&amp;ssl=1 75w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=100&amp;resize=100&amp;ssl=1 100w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=150&amp;resize=150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=240&amp;resize=240&amp;ssl=1 240w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=320&amp;resize=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=500&amp;resize=500&amp;ssl=1 500w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=640&amp;resize=640&amp;ssl=1 640w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=800&amp;resize=800&amp;ssl=1 800w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=1024&amp;resize=1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=1280&amp;resize=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1&amp;w=1600&amp;resize=1600&amp;ssl=1 1600w\" fifu-data-src=\"https:\/\/i2.wp.com\/redepress.com.br\/noticias\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais.png?ssl=1\" class=\"ff-og-image-inserted\"\/><\/div>\n<p><span class=\"date\">21\/01\/22 10h24<\/span> <\/p>\n<h2 class=\"line\"><\/h2>\n<p> <span class=\"font\">Ag&ecirc;ncia Fapesp<\/span> <\/p>\n<p>Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\"  href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>S&atilde;o Paulo<\/a> (Unifesp) desenvolveu um protocolo para a impress&atilde;o em tr&ecirc;s dimens&otilde;es (3D) de c&eacute;lulas neurais. A chamada biotinta &eacute; composta de pol&iacute;meros naturais que permitem aos astr&oacute;citos, um tipo de c&eacute;lula cerebral, sobreviver por pelo menos 14 dias em laborat&oacute;rio depois de passar por uma impressora 3D. O procedimento resulta num modelo mais parecido com o tecido neural do que os obtidos pelos protocolos atuais, em que as c&eacute;lulas s&atilde;o cultivadas em duas dimens&otilde;es. <\/p>\n<p>O estudo, apoiado pela FAPESP, foi publicado no Journal of Visualized Experiments (JoVE). <\/p>\n<p>&ldquo;No organismo, as c&eacute;lulas s&atilde;o tridimensionais. Mas quando cultivadas em laborat&oacute;rio t&ecirc;m pl&aacute;stico embaixo e meio de cultura em cima [conjunto de subst&acirc;ncias que permitem a sobreviv&ecirc;ncia e a prolifera&ccedil;&atilde;o celular]. Isso &eacute; muito distante da organiza&ccedil;&atilde;o natural do tecido ou do &oacute;rg&atilde;o, em que elas est&atilde;o arranjadas de maneira tridimensional. A biotinta que desenvolvemos tenta reproduzir a rela&ccedil;&atilde;o da c&eacute;lula com o microambiente e com outras c&eacute;lulas. &Eacute; um sistema intermedi&aacute;rio entre a cultura 2D e experimentos com animais&rdquo;, explica Marim&eacute;lia Porcionatto, professora da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenadora do estudo. <\/p>\n<p>Os astr&oacute;citos t&ecirc;m papel fundamental em diversos processos do c&eacute;rebro, inclusive em doen&ccedil;as que afetam o sistema nervoso central. O procedimento padronizado pelas pesquisadoras da Unifesp pode ser adaptado para estudar outros tipos celulares e atualmente est&aacute; sendo aplicado pelo grupo para analisar astr&oacute;citos e neur&ocirc;nios infectados com o v&iacute;rus SARS-CoV-2, causador da COVID-19, no &acirc;mbito de outro projeto financiado pela FAPESP. <\/p>\n<p>&ldquo;Estamos testando diferentes biomateriais que sejam compat&iacute;veis com c&eacute;lulas do tecido neural, n&atilde;o apenas astr&oacute;citos, mas neur&ocirc;nios e c&eacute;lulas-tronco neurais. A bioimpress&atilde;o &eacute; uma t&eacute;cnica bastante recente na engenharia de tecidos e, ainda mais os neurais, compostos por c&eacute;lulas mais sens&iacute;veis. Por isso, esse protocolo ser&aacute; &uacute;til tanto para quem quer trabalhar com astr&oacute;citos e outras c&eacute;lulas do c&eacute;rebro quanto com outros tipos celulares&rdquo;, conta Bruna Alice Gomes de Melo, primeira autora do trabalho, realizado durante seu p&oacute;s-doutorado na EPM-Unifesp (leia mais em: agencia.fapesp.br\/32255). <\/p>\n<p>O protocolo foi desenvolvido com c&eacute;lulas de camundongos, mas usa materiais biocompat&iacute;veis que podem ser adaptados para o estudo de c&eacute;lulas humanas. Al&eacute;m de estudar doen&ccedil;as do sistema nervoso central num formato mais pr&oacute;ximo ao do c&eacute;rebro, o grupo liderado por Porcionatto busca materiais que futuramente possam recuperar &aacute;reas cerebrais lesionadas por traumatismo cranioencef&aacute;lico ou acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo.<\/p>&nbsp;&nbsp;\n<p><strong>Receita<\/strong> <\/p>\n<p>A biotinta &eacute; composta de insumos dispon&iacute;veis no mercado, como a laminina, extra&iacute;da de bovinos, um componente da matriz extracelular (mol&eacute;culas que se localizam entre as c&eacute;lulas). A receita inclui ainda fatores de crescimento para as c&eacute;lulas, compostos que permitem que sobrevivam em cultura. <\/p>\n<p>Tamb&eacute;m conta com um produto conhecido como gelatina metacrilada. O insumo &eacute; vendido comercialmente no exterior, mas as pesquisadoras o produzem no laborat&oacute;rio a um custo muito inferior ao do importado. Melo recebeu treinamento para produzir a gelatina metacrilada no doutorado, conduzido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mais especificamente durante est&aacute;gio no Programa de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de e Tecnologia das universidades Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, apoiado por bolsa da FAPESP. <\/p>\n<p>&ldquo;Em outras composi&ccedil;&otilde;es, uma boa parte das c&eacute;lulas sobrevivia ao estresse da impress&atilde;o em 3D e at&eacute; se tornavam vi&aacute;veis por um tempo, mas a morfologia dos astr&oacute;citos n&atilde;o condizia com a que &eacute; vista no tecido vivo. A gelatina metacrilada e a laminina foram essenciais&rdquo;, diz a pesquisadora. <\/p>\n<p>Depois que passa pelo bico ejetor da impressora, a biotinta, que tem aspecto de um gel, &eacute; disposta em camadas. Em poucos dias, os astr&oacute;citos come&ccedil;am a se replicar e t&ecirc;m um comportamento similar ao que apresentam no tecido nervoso. <\/p>\n<p>O objetivo agora &eacute; aumentar a complexidade do protocolo. Al&eacute;m dos astr&oacute;citos, o estudo com SARS-CoV-2 usou uma biotinta com neur&ocirc;nios e uma terceira que combina os dois tipos celulares. Em breve, as pesquisadoras devem incluir na mistura c&eacute;lulas-tronco neurais. <\/p>\n<p>&ldquo;A ideia &eacute; chegar o mais pr&oacute;ximo poss&iacute;vel da complexidade do tecido neural. Quando esses protocolos estiverem bem validados com c&eacute;lulas de camundongos, poderemos criar outros com c&eacute;lulas humanas. Isso vai servir para uma variedade de estudos, como testar novos f&aacute;rmacos, identificar genes que s&atilde;o expressos durante o desenvolvimento do c&eacute;rebro, modelar doen&ccedil;as, entre outros&rdquo;, completa Porcionatto. <\/p>\n<p>O trabalho teve ainda como autoras mais tr&ecirc;s bolsistas FAPESP na EPM-Unifesp: Elisa M. Cruz, de doutorado; Ta&iacute;s N. Ribeiro, de mestrado, e Mayara Mundim, que realizou doutorado. <\/p>\n<p>O artigo 3D Bioprinting of Murine Cortical Astrocytes for Engineering Neural-Like Tissue pode ser lido em: <a href=\"http:\/\/www.jove.com\/t\/62691\/3d-bioprinting-murine-cortical-astrocytes-for-engineering-neural-like\">www.jove.com\/t\/62691\/3d-bioprinting-murine-cortical-astrocytes-for-engineering-neural-like<\/a>. <\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais\/37767\/\">https:\/\/agencia.fapesp.br\/grupo-da-unifesp-desenvolve-protocolo-para-impressao-3d-de-celulas-cerebrais\/37767\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21\/01\/22 10h24 Ag&ecirc;ncia Fapesp Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de <a class=\"glossaryLink\" aria-describedby=\"tt\" data-cmtooltip=\"cmtt_f40c12796f09aa4446e394ffc30a74f5\" href=\"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/glossary\/sao-paulo\/\" data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]' tabindex=\"0\" role=\"link\">S&atilde;o Paulo<\/a> (Unifesp) desenvolveu&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"fifu_image_url":"","fifu_image_alt":"","footnotes":""},"categories":[21201],"tags":[],"class_list":["post-328585","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","wpcat-21201-id"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328585","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=328585"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/328585\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=328585"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=328585"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/redepress.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=328585"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}