Como se proteger dos impactos dos apagões em São Paulo com medidas simples de segurança elétrica

Como se proteger dos impactos dos apagões em São Paulo com medidas simples de segurança elétrica

Fortes rajadas de vento deixam 2,2 milhões de imóveis sem luz e escancaram a necessidade urgente de proteção elétrica no dia a dia

As rajadas de vento que chegaram a 100 km/h em diferentes pontos da capital paulista e da região metropolitana provocaram quedas de árvores, rompimento de estruturas e danos a transformadores. O resultado foi imediato: 2,2 milhões de imóveis ficaram sem energia, segundo a Enel. Só na cidade de São Paulo, mais de 1 milhão de unidades consumidoras, cerca de 20% de todas as atendidas pela concessionária, permaneceram no escuro. A falta de luz também apagou 218 semáforos, segundo a CET, contribuindo para um congestionamento que ultrapassou 570 km de lentidão nas primeiras horas do dia.

  

O apagão atingiu todos os aspectos da vida urbana: paralisou vendas no comércio, interrompeu operações de home office, colocou em risco equipamentos de saúde e dificultou ainda mais a mobilidade em uma cidade já sobrecarregada. O evento reforça uma realidade que vem se repetindo com mais frequência: a infraestrutura elétrica urbana não está preparada para eventos climáticos extremos.

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Para o engenheiro elétrico Pedro Al Shara, CEO da TS Shara e especialista em infraestrutura energética, o impacto vai muito além do desconforto. “Quando falamos em 20% da cidade sem energia, estamos falando de uma ruptura na dinâmica social. Sem luz, o trânsito trava, o comércio não funciona, sistemas de saúde são afetados e até gestões básicas, como circulação de água, portarias e elevadores, ficam vulneráveis”, afirma.

  

Pedro reforça que a população precisa encarar essas ocorrências com seriedade. “Eventos assim mostram que a dependência de energia é absoluta. A boa notícia é que existe proteção disponível e acessível, e ela faz toda a diferença. Nobreaks, filtros de linha e dispositivos de segurança não evitam a queda de energia, mas evitam danos sérios e mantêm, por alguns minutos, serviços essenciais funcionando”, explica.

  

Diante desse cenário, o especialista orienta a adoção imediata de práticas simples para reduzir riscos e proteger equipamentos:

  • Use nobreaks em equipamentos essenciais: roteadores, computadores, sistemas de segurança, bombas de água, itens médicos residenciais e pequenos servidores podem operar por alguns minutos, garantindo continuidade e evitando danos abruptos.
  • Instale filtros de linha e dispositivos de proteção: ajudam a absorver sobrecargas e estabilizar oscilações que acontecem antes e depois do apagão, preservando eletrônicos sensíveis.
  • Evite sobrecarregar tomadas e extensões: períodos de tempestade deixam a rede ainda mais instável; distribuir a carga entre diversos pontos reduz riscos.
  • Desconecte aparelhos quando houver oscilação visível: luzes piscando e quedas súbitas de tensão indicam risco iminente.
  • Reforce a proteção de equipamentos críticos: sistemas de segurança, centrais de condomínio, portões eletrônicos e dispositivos de automação exigem atenção redobrada em dias de instabilidade.
  • Garanta rotas alternativas de iluminação: lanternas carregadas, luzes de emergência e iluminação autônoma ajudam a enfrentar longos períodos no escuro com segurança.
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Com a previsão de eventos climáticos cada vez mais severos, a discussão deixa de ser pontual. “Os apagões não são exceção, estão virando parte do nosso cotidiano. Quanto mais a cidade depende de tecnologia, mais importante é garantir que ela não pare por completo diante de um vento forte. Planejamento elétrico é cuidado com a vida urbana”, conclui Pedro.