O inverno está chegando e com ele as doenças respiratórias 

O inverno está chegando e com ele as doenças respiratórias 

Frio intenso e aumento de doenças respiratórias: médico alerta para riscos e cuidados no inverno

As temperaturas mais frias do ano começam em 20 de junho 

Depois de tanto calor já estamos nos preparando para o inverno. Embora a data oficial do início da estação seja 20 de junho, ela já está batendo à porta e promete muito frio nos próximos dias, com queda da temperatura de até 5ºC e mínimas que podem chegar a -7ºC nas regiões serranas do Sul do País, que terão suas paisagens alteradas por neve e geadas fortes.

  

Pode até ser que o inverno deste ano não seja tão frio durante toda a estação, em decorrência das mudanças climáticas, mas haverá dias em que o desejo será ficar debaixo das cobertas. Nada de muito diferente do que vem acontecendo ao longo dos anos, assim como também não difere do aumento de casos de doenças do trato respiratório superior nesse período. Entra inverno e sai inverno e lá vamos nós combater gripes, resfriados, Covid-19 e até mesmo rinite, sinusite e crises de asma e bronquite, que aumentam consideravelmente no inverno.

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Já que as temperaturas mais baixas favorecem a proliferação de vírus causadores de doenças respiratórias, o que fazer para se manter saudável? Há algumas recomendações básicas. As vacinas, por exemplo, são grandes aliadas contra algumas dessas patologias, como gripe e Covid-19, que ainda não está totalmente controlada. As vacinas podem não evitar que se desenvolva a doença, mas garantem casos menos graves e sem risco de internação, especialmente entre idosos e pessoas sem comorbidades.

  

Para além das vacinas, a adoção de alguns hábitos simples pode contribuir para que os vírus fiquem distantes, como permanecer em ambientes ventilados, pois os locais fechados facilitam a circulação de micro-organismos, especialmente os respiratórios. A lavagem frequente e correta das mãos com água e sabão também é fator determinante para prevenir doenças respiratórias e a máscara é outro recurso – que todos conhecemos bem – capaz de ajudar a diminuir essas infecções.

  

Ingesta de água, alimentação saudável, atividades físicas e roupas adequadas à temperatura também são importantes, além de evitar choques térmicos, ou seja, exposição à baixa e à alta temperatura simultaneamente. E, claro, não praticar a automedicação, que retarda a procura por assistência médica, quando necessário.

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O otorrinolaringologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Dr. Ronaldo Américo, informa que a maior parte dos pacientes começa a apresentar sinais de melhora entre três a cinco dias do início dos sintomas, mas 25% deles acabam evoluindo com infecção bacteriana secundária. “A bactéria se aproveita da desorganização da via aérea provocada pelo vírus e se sobrepõe, levando a possíveis complicações do quadro, com amidalite aguda, otite média aguda, sinusite, laringite, ou seja, infecções bacterianas que exigem tratamento com antibióticos”, alerta o médico.

  

Américo lembra, ainda, que as doenças de inverno, como são chamadas, afetam a mucosa da via aérea e podem acometer também os olhos e ouvidos. Ele reforça a importância de não haver aglomeração de pessoas, pois “os vírus são transmitidos por gotículas de salivas dispersas no ar através dos espirros, das tosses e mesmo ao falar, quando elas são jogadas no ambiente e as outras pessoas as inspiram e se contaminam”.

  

As crianças e os idosos merecem atenção especial nesse período, com cuidado redobrado em relação aos ambientes fechados. “Eles podem apresentar imunidade mais baixa e por isso estão mais vulneráveis. Sem contar que a recuperação da saúde dos idosos torna-se mais lenta com o passar dos anos e as doenças respiratórias podem evoluir para pneumonia, o que agrava o quadro”. Por isso, o médico recomenda que além da vacina contra Influenza deve-se avaliar também a vacina pneumococo, que protege crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade da pneumonia e de outras doenças graves.

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Thaís Murbach

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