Um grande desafio para os jovens, morar em outra cidade para estudar envolve busca por moradia, organização financeira e rotina organizada
A diversidade de faculdades de ponta espalhadas pelo Brasil e a oferta de vagas cada vez maior – devido ao Enem, Fies, Prouni, mas, principalmente, ao Sisu – fazem com que o fenômeno da migração estudantil seja uma realidade disseminada no país. Cada vez mais, os jovens saem de suas cidades natais para cursar o ensino superior em outras localidades, principalmente nas capitais.
O Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, criado em 2010, foi um marco importante nesse sentido, pois foi o que permitiu que o candidato que prestasse o Enem concorresse, ao mesmo tempo, em várias universidades do país todo, sem sair do seu estado ou cidade. Desta forma, um grande contingente de estudantes passou a se deslocar entre regiões, algo importante para o intercâmbio cultural brasileiro, por exemplo.
Contudo, para o estudante, nem sempre é fácil deixar para trás seus círculos sociais e familiares e ir estudar em outra cidade, mesmo que seja para cursar a faculdade dos sonhos. Se estabelecer em outra cidade quando se é tão jovem é um grande desafio psicológico e até mesmo financeiro, pois situações completamente novas se apresentam, como precisar se manter sozinho, não ter conhecidos por perto, entre outras coisas.
Por isso, é importante que o estudante que pretende estudar em outro lugar siga algumas dicas básicas que podem ajudar nesse processo. Uma delas é procurar conhecer a cidade com antecedência. Percorra os bairros e procure pelas principais moradias perto do campus. Certamente, outros estudantes na mesma situação recorrerão a essas moradias, e isso facilitará novas amizades e suporte nessa transição.
Procure a moradia com antecedência
Morar mais perto do campus também ajudará na economia com transporte, por exemplo. Mas, se isso não for possível, antecipe-se e procure conhecer quais são as linhas de transporte público que atendem o percurso ou qual o melhor trajeto para ida e volta da faculdade, seja a pé, de carro, bicicleta ou moto.
Normalmente, as repúblicas ficam mais perto das faculdades, embora essa proximidade também signifique preços mais altos. Se o orçamento for mais baixo, certamente haverá opções mais longe da faculdade. De qualquer forma, costumam ser uma das opções mais viáveis financeiramente.
O lado negativo pode ser o compartilhamento de espaço com pessoas bagunceiras ou que não cuidem da organização do espaço. Por isso, algumas repúblicas permitem o reconhecimento da rotina antes da mudança definitiva, algo bastante interessante para quem é recém-chegado na cidade.
Enriqueça-se culturalmente no tempo livre
No mais, procure por atrações que a cidade oferece para o tempo livre, como finais de semana. Embora muitos estudantes retornem à sua cidade natal, não é incomum que boa parte continue no município em que estuda. Procure conhecer o comércio, os pontos interessantes, sejam eles culturais, turísticos ou gastronômicos, e use o tempo livre para fazer amizades. Passar um tempo longe dos livros é também importante para “arejar a cabeça”.
Procure colegas na mesma situação
Colegas recém-chegados podem dar um bom suporte nessa fase, mas os veteranos, principalmente aqueles que passaram pela mesma situação, podem dar um auxílio ainda maior sobre o que fazer na cidade. De qualquer forma, utilize a tecnologia a seu favor e mantenha sempre contato com os amigos e familiares que ficaram na cidade natal.
A moradia estudantil pode, sim, se tornar um lugar aconchegante, ainda que desafiador no começo. No mais, é importante levar em conta a finalidade de tudo, que é a graduação. Esse deve ser o principal foco, o que não significa que o tempo despendido em outra cidade deva ser penoso. E com organização e paciência, é possível aproveitar enquanto se chega ao objetivo.












