Falhas na sinalização ampliam riscos nas rodovias e exigem atenção no transporte de cargas

Falhas na sinalização ampliam riscos nas rodovias e exigem atenção no transporte de cargas

Em um setor com cerca de 1,7 milhão de veículos de tração e 1 milhão de implementos
rodoviários, identificação adequada dos veículos integra os cuidados com segurança
A sinalização é um dos elementos básicos para a segurança no trânsito, seja para
orientar os motoristas nas rodovias ou para identificar veículos e operações que
exigem cuidados específicos. Segundo a Confederação Nacional do Transporte
(CNT), 59,2% das rodovias avaliadas no país apresentam problemas em placas ou
marcas longitudinais, enquanto em 21,4% dos trechos federais não há pintura
central e lateral. O impacto aparece também na gravidade dos acidentes: em locais
sem placas de limite de velocidade, são registradas 19,9 mortes a cada 100
acidentes. Já nos pontos de colisão frontal, 53,9% dos acidentes com vítimas
ocorrem onde a linha divisória da pista está apagada ou inexistente.

  

No Transporte Rodoviário de Cargas, segmento que segundo a Agência Nacional de
Transportes Terrestres (ANTT) conta com 1,7 milhão de veículos de tração e 1
milhão de implementos rodoviários, o cuidado com as sinalizações também é
fundamental para a segurança das operações. As exigências variam de acordo com
a carga e a operação e ganham maior complexidade no transporte de produtos
perigosos, em que a identificação permite comunicar os riscos envolvidos, painéis
de segurança e demais símbolos aplicáveis, com regras específicas para sua
afixação.

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Para Oswaldo Caixeta, presidente da Associação Brasileira de Transporte e
Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), entidade que representa e defende os
interesses de transportadores de cargas do segmento, esses elementos fazem parte
dos cuidados necessários para uma operação segura.

  

“No nosso segmento, os cuidados essenciais são aqueles previstos na
regulamentação, que deve ser cumprida integralmente. A sinalização é parte
fundamental desse cuidado. A localização, as cores, as dimensões e a disposição
dos painéis de segurança e dos rótulos de risco permitem identificar os perigos da
carga e orientam a atuação em situações de emergência. O descumprimento
dessas exigências pode comprometer a segurança e agravar as consequências de
um acidente”, avalia Caixeta.

  

Além dos riscos à segurança, irregularidades podem resultar em autuações e outros
desdobramentos para a operação. A atenção aos detalhes é especialmente
importante porque a relação de produtos perigosos reúne substâncias e artigos com
diferentes classificações, riscos e exigências de transporte. Conferir a sinalização
antes da viagem e manter os profissionais atualizados sobre as normas fazem parte
desse processo.

  

Em uma ocorrência na rodovia, por exemplo, identificar rapidamente o produto
transportado auxilia as equipes especializadas na definição dos procedimentos e
cuidados necessários. Uma sinalização incorreta pode dificultar essa leitura
justamente em um momento em que a informação precisa ser obtida com rapidez.
“Uma equipe especializada em atendimento a emergências precisa de informações
essenciais para atuar com segurança. Uma delas é a identificação do produto
envolvido na ocorrência, que orienta os procedimentos e os cuidados necessários.
Quando a sinalização está incorreta, essa identificação pode ser prejudicada,
comprometendo a resposta à emergência e criando riscos adicionais para as
equipes, a população e o meio ambiente”, adiciona o presidente da ABTLP.

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Para ampliar o conhecimento sobre a correta aplicação dessas regras, a ABTLP
desenvolveu em parceria com o SEST SENAT e a ANTT, o curso “Sinalização de
veículos e equipamentos para transporte rodoviário de produtos perigosos”,
baseado na Resolução ANTT nº 5.998/22 e na ABNT NBR 7500. A formação, que
estará disponível gratuitamente no site do SEST SENAT, aborda painéis de
segurança, rótulos de risco, símbolos, aplicação da sinalização e infrações
relacionadas, com foco em aproximar as exigências técnicas da rotina dos
profissionais.

  

“O curso não substitui qualificações obrigatórias, como o MOPP, mas as
complementa, transformando as exigências da legislação em procedimentos
práticos para o dia a dia. Dessa forma, contribui para reduzir erros, autuações e
riscos, fortalecendo a segurança no transporte de produtos perigosos”, finaliza
Caixeta.

  
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Sobre a ABTLP:
A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos representa
transportadores e operadores logísticos de produtos perigosos no Brasil. Fundada
em 1998, atua em âmbito nacional, oferecendo treinamentos, assessoria técnica e
jurídica, atualização de normas e disseminação de boas práticas. A entidade
colabora com órgãos públicos na regulamentação do setor e defende os interesses
de seus associados, empresários individuais e sociedades empresariais do setor de
Transporte Rodoviário de Cargas.
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