“Cresçam com o dinheiro do cliente”: startups alertam para os riscos do excesso de dependência de Venture Capital

“Cresçam com o dinheiro do cliente”: startups alertam para os riscos do excesso de dependência de Venture Capital

SUPERA Parque reúne líderes de startups Decoy, ByMyCell, Carefy e Construconnect para discutir maturidade de negócios, governança, contratos e desafios após captarem recursos

O que acontece após a apresentação do pitch e a tão esperada assinatura do contrato de investimento? Para ir além da teoria e explorar a realidade da jornada de captação e governança com fundos de Venture Capital, o SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia promoveu o Talk Show “Além do Pitch: O que as startups aprenderam com Venture Capital”. O encontro reuniu na Arena de Eventos do parque os empreendedores Lucas von Zuben (CEO da Decoy), Rafael Silva Rocha (CEO da ByMyCell), Marcelo Alexandre Santos (CEO da Carefy) e Rafael Kevin (Diretor Geral da Construconnect), sob mediação de Eduardo Garbes Cicconi, Gerente de Novos Negócios do SUPERA Parque.

  

O painel trouxe uma análise profunda e realista sobre a preparação necessária para que uma empresa emergente interaja de forma madura com o mercado de capitais. Um dos pontos centrais discutidos pelos fundadores foi a dinâmica de mitigação e análise de risco adotada pelos investidores.

  

À medida que a startup avança entre as rodadas de captação, o foco passa a ser a demonstração clara de redução progressiva dos riscos do negócio. Para isso, o empreendedor deve saber projetar a valoração de saída (identificando por quanto, quando e por que a empresa poderá ser adquirida no futuro), além de explicitar com total transparência o estágio atual da solução, os riscos que precisam ser eliminados e a destinação precisa do capital aportado.

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Maria Angélica Luqueze, Pesquisadora em Parcerias Estratégicas do SUPERA Parque, destaca que o conhecimento dos padrões de mercado e o foco na sustentabilidade financeira da operação são fundamentais antes mesmo de buscar recursos externos.

  

“Entre os principais pontos de convergência trazidos pelos CEOs, destaca-se a urgência de o empreendedor dominar os termos de Venture Capital e compreender as cláusulas padrão nesses contratos. Além disso, os convidados reafirmaram um conselho essencial: a startup deve focar prioritariamente em crescer com a receita gerada pelos próprios clientes, e não criar uma dependência exclusiva de captações e aportes de terceiros para sobreviver“, pontua Maria Angélica.

  

Para além das métricas financeiras e contratuais, o debate deu destaque ao fator humano e ao amadurecimento das lideranças. Os painelistas defenderam que o empreendedor deve estar preparado para antecipar os desafios do futuro e desenvolver habilidades de comunicação, gestão emocional e escuta ativa.

  

Na prática da gestão diária, ressaltou-se que delegar funções não significa abdicar do acompanhamento estratégico, e que cercar-se de mentores experientes é indispensável para suprir lacunas de conhecimento técnico e de mercado.

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O impacto das novas ferramentas tecnológicas no ganho de eficiência das startups também esteve em pauta. Embora a inteligência artificial tenha sido apontada como uma grande aliada na produtividade e na otimização de rotinas, os fundadores deixaram um alerta prático: todas as tarefas e análises executadas por IA exigem auditagem e checagem constante antes de servirem de base para decisões de negócio.

  

O Talk Show reforçou o papel do SUPERA Parque como um ambiente de formação continuada e fortalecimento do ecossistema de inovação de Ribeirão Preto, oferecendo aos novos empreendedores acesso aos bastidores reais, aos desafios de governança e às melhores práticas adotadas por quem já escalou negócios com o suporte de fundos de investimento.

  

Sobre o SUPERA Parque

O SUPERA Parque, fruto de um convênio entre a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto e a Universidade de São Paulo, possui ao todo 94 empresas instaladas, sendo 61 delas na SUPERA Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e 31 empreendimentos distribuídos entre centros empresariais e loteamento. O Parque Tecnológico está em expansão com a urbanização de novos lotes para instalação de empresas e a construção do Health to Business Center, prédio fruto de parceria com a FINEP e que contará com laboratórios compartilhados, espaços corporativos e auditório. Outras informações sobre o Parque Tecnológico estão disponíveis no site: http://superaparque.com.br/.

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