Pirenópolis volta à rota do Circuito Dandô

Pirenópolis volta à rota do Circuito Dandô

Idealizadora do movimento, Kátya Teixeira abre nova programação na COEPi em 22 de agosto, ao lado da violeira goiana Amanda Ricoldi

Pirenópolis (GO), 18 de agosto de 2026 – Pirenópolis volta a integrar a circulação do Dandô – Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques. No dia 22 de agosto, às 20h, a COEPi recebe a cantora, instrumentista e compositora Kátya Teixeira, idealizadora e coordenadora do movimento, para uma apresentação com a participação da violeira goiana Amanda Ricoldi. O encontro abre uma nova sequência de atividades do projeto na cidade, com programação prevista para os próximos meses.
Antes de chegar a Pirenópolis, Kátya participa de uma roda de prosa na Oca do Sol, em Brasília, no dia 19, e se apresenta no NACO – Núcleo de Artes do Centro-Oeste, em Olhos d’Água, no dia 21, ao lado de Kaise Ribeiro e João Fleury.

  

Cantora, instrumentista, compositora e pesquisadora da cultura popular, Kátya construiu sua trajetória a partir de viagens e encontros com mestres, artistas e manifestações culturais de diferentes regiões do país. Com mais de três décadas de carreira, possui oito álbuns lançados, além de singles e colaborações. Seus trabalhos receberam indicações ao Prêmio da Música Brasileira e ao Prêmio Profissionais da Música. Também recebeu duas vezes o Troféu Catavento e, em 2025, o Prêmio Inezita Barroso.

  

Em Pirenópolis, ela divide a programação com Amanda Ricoldi, cancioneira, violeira, compositora e brincante, com mais de 19 anos de atuação nas artes circenses e na cultura popular brasileira. Sua pesquisa artística transita entre a música, a palhaçaria e as manifestações tradicionais, tendo a viola caipira como companheira de cena e elemento de conexão com o público.

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A passagem de Kátya Teixeira pela cidade inaugura a nova agenda do Dandô na COEPi no ano em que a instituição completa 30 anos. A programação já prevê, para 18 de setembro, a apresentação do Duna.Duo, formado por Kaise Ribeiro e Adriano Rocha. Uma nova edição será realizada em outubro, com atração e data a serem divulgadas.

  

Pirenópolis está ligada aos primeiros passos do Dandô

A retomada do circuito recupera uma relação que antecede a criação formal do Dandô. Foi em Pirenópolis, em 2012, durante um encontro produzido pela COEPi que reunia artistas brasileiros e chilenos, que Kátya Teixeira começou a compartilhar a ideia de criar uma rede capaz de conectar músicos, produtores, espaços culturais e públicos de diferentes cidades. “O primeiro sopro do Dandô aconteceu aí, nesse momento. Era a primeira ideia”, relembra.

  

Naquele período, a artista amadurecia uma proposta de circulação inspirada também pela trajetória do cantor, compositor, violeiro e pesquisador Dércio Marques, falecido em 2012. Para Kátya, Dércio foi uma inspiração. “Não só pelo músico e pelo artista maravilhoso que foi, mas pelo ser humano e por essa forma de entender a arte como transformação”, afirma.

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Uma rede de artistas e produtores
A ideia de desenvolver uma iniciativa dedicada à circulação artística acompanhava Kátya desde o início dos anos 2000, mas o projeto inicialmente imaginado exigia uma estrutura financeira difícil de viabilizar. A partir de 2012, ela passou a enxergar outra possibilidade: conectar uma rede que já existia informalmente entre artistas, produtores e espaços culturais de diferentes regiões.“Percebi que a gente já tinha uma rede de artistas e produtores fazendo coisas nos seus lugares, sobrevivendo, mostrando o que estava acontecendo e se comunicando. Eles só precisavam juntar forças”, conta.

  

Em 2013, o movimento recebeu o nome Dandô, sugestão do violeiro Levi Ramiro em referência a uma composição de João Bá gravada por Dércio Marques. Segundo Kátya, a rede chegou, em determinado período, a cerca de 80 cidades e aproximadamente 300 apresentações por ano, além de estabelecer conexões na América Latina e na Europa.

  

Para Isabella Rovo, produtora do evento na COEPi, a proposta vai além da circulação de espetáculos. “O Dandô não é apenas uma série de shows, o projeto se estrutura a partir da troca de experiências, repertórios e saberes”, explica.

  

De circuito de música a Movimento de Arte e Saberes
A partir de 2020, com a interrupção das circulações presenciais durante a pandemia, o Dandô passou a desenvolver outras formas de atuação, entre elas a TV Dandô, oficinas, mostras, rodas de conversa e encontros virtuais. Outras linguagens também ganharam espaço e o projeto deixou de se apresentar somente como um circuito de música, passando a se constituir como Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques. “A prioridade do Dandô é manter aceso o sonho e a vontade de estar ‘arreunido’”, resume Kátya, recuperando uma expressão de Dércio Marques.

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A atividade de circulação do Dandô é produzida pela COEPi dentro do Projeto Ipê de Pé, contemplado pelo Edital de Manutenção de Espaços Culturais da Política Nacional Aldir Blanc, instituída pelo Ministério da Cultura e viabilizada pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás.

  

Serviço
Dandô – Movimento de Arte e Saberes Dércio Marques | Circuito Cerrado
22 de agosto – Pirenópolis (GO)
Kátya Teixeira e Amanda Ricoldi
Horário: 20h
Local: COEPi – Rua do Carmo, 0 – Bairro do Carmo – Pirenópolis (GO)
Entrada gratuita – apoio PNAB-GO/MinC
Programação e mais informações: Instagram @coepi.piri

Outras atividades da circulação
19 de agosto – Brasília (DF)
Roda de prosa com Kátya Teixeira
Local: Oca do Sol

21 de agosto – Olhos d’Água (GO)
Kátya Teixeira e Kaise Ribeiro, com João Fleury
Horário: 20h
Local: NACO – Núcleo de Artes do Centro-Oeste
Praça Central de Olhos d’Água
Contribuição solidária