Evento realizado no SUPERA Parque reuniu 10 expositores e promoveu debate sobre formalização, gestão e desafios enfrentados por empreendedores negros
O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto recebeu, no dia 25 de agosto, a segunda edição da Feira do Afroempreendedorismo. Realizado no Container Park, o evento reuniu empreendedores, especialistas e a comunidade em uma programação voltada à valorização, ao networking e ao fortalecimento de negócios.
Um dos destaques foi a roda de conversa “Os desafios do afroempreendedor para a legalização do negócio”, mediada por Simone Motta, mestre em Educação, especialista em Direitos Humanos e mentora do SUPERA Parque.
O debate contou com a participação de Flávia Tomé, contadora, fundadora da Desenvolt Gestão Empresarial, CEO da Dcora Tecidos Personalizados e cofundadora da Comunidade Ubuntu Afroempreendedorismo Feminino; e de Juliana Danuza, proprietária da Jdanuza Imóveis, com mais de 16 anos de experiência em gestão financeira. O encontro apresentou caminhos para a formalização, a gestão sustentável e a superação de barreiras estruturais no mercado.
Para Antonio Marco Ventura Martins, pesquisador do SUPERA Educa, a iniciativa atua como instrumento de inclusão e desenvolvimento socioeconômico: “A promoção da igualdade de oportunidades passa, necessariamente, pelo fortalecimento do empreendedorismo. Mais do que uma vitrine de produtos e serviços, a Feira do Afroempreendedorismo é uma plataforma de letramento econômico e formalização que amplia perspectivas e dá autonomia aos empreendedores negros da nossa região”.
O público também conheceu produtos e serviços de 10 expositores dos segmentos de gastronomia, bem-estar, moda, eventos e bebidas: Coletivo Abayomi; Karuna – Um Toque Especial; Gira Sol; Manda Brasa e Pega Fogo; D’Chloe; Doce de Preta; Bôbô-Fitô; Alessandra Costa; Águas de Maya; e Sete Sommelier de Vinhos.
O gerente da Incubadora do SUPERA Parque, Saulo Rodrigues, ressalta que a ação reforça a missão do parque de aproximar a comunidade do ecossistema de inovação. “Queremos que o SUPERA Parque seja um ambiente aberto e catalisador de novos negócios para todos. Oferecer suporte para a regularização e escala de empreendimentos liderados por pessoas negras é um passo decisivo para gerar impacto social real e dinamizar a economia local”, pontua.












