O Brasil fez história no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica 2026, realizado de 12 a 16 de agosto, em Frankfurt, na Alemanha, na tradicional Festhalle Frankfurt. Entre as protagonistas da campanha histórica estão quatro atletas-alunas apoiadas pela Estácio e o Instituto Yduqs por meio do Programa de transição de carreira de atletas: Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Sofia Madeira e Julia Kurunczi, estudantes de Educação Física.
Integrantes do conjunto brasileiro, as atletas conquistaram três medalhas no Mundial: dois ouros e um bronze. Na disputa do conjunto geral, o Brasil somou 55.500 pontos e garantiu a medalha de bronze, resultado que também assegurou ao país uma vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Na final de cinco bolas, a equipe brasileira alcançou 29.450 pontos e conquistou o primeiro ouro da história do Brasil em um Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica. Na sequência, o conjunto voltou ao topo do pódio na final de três arcos e duas maças, novamente com 29.450 pontos, superando Espanha e Bulgária.
A campanha em Frankfurt representa o melhor resultado do Brasil na história dos Mundiais da modalidade e consolida uma trajetória de evolução da ginástica rítmica brasileira no cenário internacional.
Do alto rendimento à formação profissional
A conquista é fruto de um trabalho consistente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) em parceria com o Instituto Yduqs e a Estácio, que têm se consolidado como importantes apoiadores do esporte olímpico nacional.
Além das integrantes do conjunto, o Brasil também teve destaque na competição individual. Bárbara Domingos, estudante de Educação Física, avançou para a final do individual geral após terminar a fase classificatória na 16ª colocação, com 82.300 pontos. Na decisão, encerrou sua participação na 18ª posição. Geovanna Santos, estudante de Fisioterapia, também representou o Brasil na disputa individual.
Para as atletas, a formação acadêmica representa uma oportunidade de ampliar horizontes e construir novas possibilidades profissionais, sem abrir mão da dedicação necessária ao esporte de alto rendimento. A combinação entre esporte e educação faz parte de uma estratégia de preparação para diferentes momentos da carreira, inclusive para a transição após a aposentadoria das competições.
“Viver um momento como esse é algo que vou levar para a vida inteira. Foram muitos anos de dedicação, treinamentos e desafios até chegar a um Mundial e conquistar duas medalhas de ouro e uma de bronze pelo Brasil. Ao mesmo tempo, poder conciliar essa trajetória com a faculdade é muito importante para mim, porque sei que o esporte tem ciclos e quero estar preparada para os próximos capítulos da minha vida. Hoje, tenho muito orgulho de representar o Brasil dentro da ginástica e de estar construindo, paralelamente, a profissional que quero ser no futuro”, Maria Eduarda Arakaki, atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica e estudante de Educação Física.
Cláudia Romano, presidente do Instituto YDUQS e vice-presidente do grupo educacional YDUQS, destaca o papel transformador da iniciativa: “No Instituto YDUQS e na Estácio, acreditamos no poder do esporte aliado à educação como caminho para o futuro. Nosso compromisso é garantir que nossos atletas-alunos tenham condições de estudar, competir e se preparar para o que vem depois da carreira esportiva”.
O resultado histórico conquistado em Frankfurt reforça, assim, não apenas a força da ginástica rítmica brasileira, mas também a importância de preparar atletas para os desafios dentro e fora do esporte.













