Atendimento ao cacique Raoni reafirma trajetória da Unifesp na saúde dos povos indígenas

Atendimento ao cacique Raoni reafirma trajetória da Unifesp na saúde dos povos indígenas

No Hospital São Paulo, cuidado mobiliza assistência de alta complexidade e uma história construída pelo Projeto Xingu e pelo Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas

A internação do cacique Raoni Metyktire no Hospital São Paulo, hospital universitário da Universidade Federal de São Paulo, mobilizou equipes assistenciais, docentes, técnico-administrativas e de gestão. O cuidado foi marcado pela atenção especializada, pela articulação entre os serviços e pelo respeito à trajetória de uma das principais lideranças indígenas do país.

  

As informações sobre o estado de saúde do cacique seguem sendo divulgadas exclusivamente por meio dos boletins médicos emitidos pelo Hospital São Paulo. De acordo com os comunicados públicos, Raoni deu entrada na instituição em 19 de junho, após transferência de Mato Grosso para São Paulo, e foi submetido, no dia seguinte, a uma cirurgia de desobstrução intestinal por técnica minimamente invasiva, realizada sem complicações. No pós-operatório, permaneceu em acompanhamento na Unidade de Terapia Intensiva.

  

Para além da repercussão do caso, o atendimento evidencia uma relação construída ao longo de décadas entre a Unifesp, o Hospital São Paulo e os povos indígenas. Essa história passa pelo Projeto Xingu, iniciado em 1965 pela Escola Paulista de Medicina, e pelo Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas, serviço do Hospital São Paulo vinculado à Unifesp, que se consolidou como referência no cuidado especializado a diferentes povos indígenas do país.

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Essa trajetória envolve assistência, ensino, extensão, formação de profissionais, diálogo intercultural e trabalho contínuo com comunidades, lideranças e equipes de saúde. No cuidado ao cacique Raoni, essa experiência se expressa na articulação entre profissionais do Hospital São Paulo, do Projeto Xingu, do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas. A equipe de cirurgia digestiva, UTI, enfermagem e toda a equipe multiprofissional de apoio diagnóstico e de gestão atuaram de forma conjunta ao longo do processo para garantir uma assistência segura.

  

Para a reitora da Unifesp, Raiane Assumpção, “o cuidado ao cacique Raoni nos toca profundamente, não apenas pela importância histórica de sua liderança, mas porque expressa uma relação de confiança construída pela Unifesp com os povos indígenas ao longo de muitos anos. É também um momento de reconhecimento aos profissionais do Hospital São Paulo, do Projeto Xingu e de todas as equipes envolvidas, que traduzem, no cotidiano do trabalho, o compromisso da universidade pública com a vida, com o SUS e com o respeito aos diferentes saberes”, afirma.