Cálculo dentário vai além da questão estética e exige atenção para evitar problemas mais graves, como gengivite
Além da cárie, outro problema de saúde bucal segue bastante presente na rotina dos brasileiros: o tártaro. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal (SB Brasil), realizada pelo Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira apresenta cálculo dentário, popularmente conhecido como tártaro.
O número acende um alerta, já que o problema vai além da estética e impacta diretamente a saúde geral da boca. Nesse sentido, ele surge quando a placa bacteriana não é removida corretamente durante a higiene diária. Com o passar do tempo, ela se mineraliza, formando uma camada endurecida, geralmente esbranquiçada ou amarelada.
Desse modo, se acumula entre os dentes, próximo à gengiva ou na parte posterior da arcada. Apesar de possuir diferentes causas, o tártaro pode ser evitado com hábitos adequados e, quando já instalado, tratado com acompanhamento profissional.
O que provoca tártaro?
Embora não apareça de forma imediata, o tártaro se desenvolve rapidamente quando fatores de risco se somam. Entre as principais causas, destacam-se:
- Maus hábitos de higiene bucal: escovar os dentes de forma inadequada, não utilizar fio dental e adiar consultas regulares favorecem o acúmulo de placa bacteriana.
- Alimentação rica em açúcares: o consumo excessivo de doces, refrigerantes e carboidratos refinados estimula a multiplicação de bactérias na boca.
- Fluxo salivar reduzido: a saliva ajuda a limpar os dentes naturalmente. Em casos de boca seca, o risco de formação de tártaro aumenta.
- Uso de cigarro: substâncias presentes no tabaco reduzem a saliva e facilitam a aderência da placa.
- Fatores genéticos: algumas pessoas possuem maior predisposição ao acúmulo de placa bacteriana.
- Aparelhos ortodônticos: fios e bráquetes dificultam a higienização e exigem atenção redobrada.
Como evitar o tártaro?
A prevenção do tártaro depende, principalmente, da rotina de cuidados com a saúde bucal. Pequenas atitudes fazem grande diferença a longo prazo. Entre as recomendações, estão:
- Escovar os dentes após as refeições: o ideal é aguardar cerca de 30 minutos depois de comer e repetir a escovação antes de dormir. Esse hábito ajuda a equilibrar o pH da boca e impede a formação da placa bacteriana.
- Use fio dental todos os dias: o fio alcança regiões onde a escova não consegue chegar e remove restos de alimentos que poderiam endurecer com o tempo.
- Invista em uma alimentação equilibrada: beber bastante água estimula a produção de saliva. Além disso, reduzir o consumo de açúcar e priorizar frutas, legumes e alimentos ricos em fibras contribui para a saúde dos dentes.
- Faça consultas regulares no dentista: o acompanhamento periódico, ao menos a cada seis meses, permite remover a placa antes que ela se transforme em tártaro e cause danos mais sérios.
É possível remover o tártaro?
Quando o tártaro já está presente, é fundamental agendar uma consulta com um profissional da área de odontologia. Somente o dentista possui os instrumentos e o conhecimento necessários para realizar a remoção de forma segura e eficaz.
Os tratamentos para remoção incluem a raspagem, um procedimento manual em que o dentista utiliza curetas e raspadores para eliminá-lo de forma eficaz e o laser, uma técnica mais precisa e menos invasiva, indicada especialmente para regiões de difícil acesso.
Ademais, o ultrassom é uma opção para pessoas que sentem sensibilidade ou desconforto, sendo o método que fragmenta o tártaro sem agredir a gengiva.
Manter a saúde bucal em dia exige prevenção, disciplina e acompanhamento profissional. Com hábitos simples e visitas regulares ao dentista, é possível evitar o tártaro e preservar um sorriso saudável.














