Combinação de ações simples, reforços estruturais e sistemas eletrônicos se mostra eficaz para reduzir invasões e furtos
O número de furtos e roubos a residências no Brasil registrou um aumento de 10,7% em um ano, alcançando a média de 70 casos por hora. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e apontam para um agravamento nas ocorrências contra o patrimônio residencial.
Em resposta a esse cenário, medidas preventivas têm sido adotadas em diferentes frentes, com foco em três pilares: comportamento dos moradores, reforço físico dos imóveis e uso de dispositivos eletrônicos de segurança.
Mais de 60% das invasões ocorrem com arrombamento
Análises de ocorrências mostram que parte das invasões se dá por brechas simples e evitáveis. De acordo com dados do portal norte-americano GetSafeAndSound, em cerca de 15% dos casos, o acesso dos invasores ocorre por portas ou janelas destrancadas, sem necessidade de arrombamento.
Além disso, a rotina previsível dos moradores e a exposição de informações em redes sociais, como anúncios de viagens ou horários fixos de entrada e saída, podem ser exploradas por criminosos no planejamento das ações.
Para reduzir esse tipo de risco, algumas práticas têm sido utilizadas, como o uso de temporizadores para acender luzes em horários alternados e a organização com vizinhos para recolhimento de correspondências durante ausências prolongadas.
As características físicas do imóvel também influenciam diretamente na vulnerabilidade. Segundo o mesmo levantamento, mais de 60% das invasões ocorrem por meio de arrombamento, o que reforça a necessidade de portas reforçadas, fechaduras de alta resistência e sistemas de travamento adicionais.
Janelas localizadas no térreo ou em pontos de fácil acesso representam outro ponto crítico. A instalação de grades metálicas e o uso de vidros laminados são apontados como medidas eficazes para dificultar a entrada. A proteção perimetral, incluindo muros, portões com controle de acesso e iluminação externa contínua, também tem impacto na redução das tentativas de aproximação.
Alarmes e câmeras reduzem risco de invasões em até 35%
Além das barreiras físicas e comportamentais, o uso de tecnologia tem ampliado os recursos de prevenção. A presença de câmeras de segurança pode reduzir em até 35% a probabilidade de invasão, segundo o GetSafeAndSound. Os registros em vídeo também funcionam como fonte de prova para investigações posteriores.
Sistemas de alarme residencial representam outro componente relevante. Um estudo publicado pelo portal SafeHome aponta que 60% dos invasores desistem ao identificar a presença de alarmes ativos. Com o avanço da tecnologia, esses sistemas passaram a operar de forma integrada, combinando sensores de movimento, câmeras, alertas em tempo real e monitoramento remoto.
Outros dispositivos, como fechaduras eletrônicas, sistemas de biometria e videoporteiros com controle via aplicativo, ampliam o controle sobre o acesso e a vigilância constante da residência, mesmo a distância.
As ações mais eficazes contra invasões residenciais envolvem a aplicação combinada de práticas comportamentais, reforços físicos e sistemas eletrônicos. Cada uma dessas frentes, isoladamente, apresenta limitações. Aplicadas de forma integrada, elas aumentam a capacidade de prevenção, dificultam o acesso e permitem resposta mais rápida em caso de tentativa de invasão.














