Moda comfy: o impacto do conforto na rotina e na mente

Moda comfy: o impacto do conforto na rotina e na mente

Seja com roupas ou acessórios, a tendência mostra que bem-estar e estilo podem caminhar juntos

A moda sempre refletiu as transformações sociais e culturais de cada época. Nos últimos anos, especialmente durante a pandemia de Covid-19, uma tendência ganhou destaque: o conforto.

Com o isolamento social e a necessidade de permanecer em casa, as pessoas passaram a priorizar roupas que proporcionassem bem-estar físico e, consequentemente, mental. Mesmo após esse período, a chamada moda comfy segue em alta, agora adaptada às novas rotinas e exigências do dia a dia.

Segundo a CEO da empresa de roupas Naguirre Shop, Nathalia Cercós Aguirre, em entrevista ao jornal Valor Econômico, o mercado de moda confortável continua em ascensão no Brasil, impulsionado pela preferência dos consumidores por peças que unem conforto e estilo.

“Essa tendência se reflete na crescente demanda por roupas que proporcionam bem-estar ao longo do dia, possibilitando que profissionais trabalhem de forma mais confortável, sobretudo quando estão atuando de forma remota”, afirma a CEO.

O impacto do conforto no bem-estar

A relação entre o modo de se vestir e o estado mental é mais profunda do que parece. Estudos demonstram que a escolha das roupas pode influenciar o humor, a autoestima e até mesmo o desempenho em atividades cotidianas e profissionais.

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Uma pesquisa realizada pela Universidade de Hertfordshire revelou que as mulheres tendem a escolher roupas específicas conforme seu estado emocional, optando por peças mais confortáveis quando o humor está mais baixo. 

A psicologia da moda, campo de estudo que investiga a relação entre vestuário e comportamento, sugere que as roupas funcionam como uma extensão da identidade individual, podendo reforçar sentimentos de segurança e autoconfiança. Assim, vestir-se de forma mais confortável pode proporcionar uma sensação de segurança e relaxamento, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade.

Além disso, tecidos leves, modelagens amplas e calçados ergonômicos podem ajudar a reduzir a tensão corporal, melhorando a sensação de relaxamento e bem-estar ao longo do dia e impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas.

O uso intencional das cores também exerce influência psicológica significativa. Tons vibrantes, como o amarelo e o laranja, podem estimular a energia e o otimismo, enquanto cores mais suaves, como o azul e o verde, tendem a promover calma e serenidade. Escolher a paleta de cores conforme o estado emocional ou com o efeito desejado pode ser uma ferramenta poderosa de autorregulação emocional.

Além do impacto individual, a forma de se vestir também afeta a percepção social. Roupas que transmitem organização, criatividade ou profissionalismo influenciam não apenas como os outros nos veem, mas também como nos posicionamos em diferentes ambientes. Essa percepção externa pode fortalecer a autoconfiança e facilitar interações interpessoais, contribuindo para uma vida social e profissional mais satisfatória.

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Itens personalizados no conforto diário

Além das roupas, acessórios e itens personalizados têm ganhado destaque na busca por mais conforto. Algumas pessoas investem em produtos específicos para atender às suas necessidades, como palmilhas para tênis, por exemplo, que proporcionam um ajuste mais adequado ao formato dos pés, melhorando a postura e reduzindo desconfortos durante atividades cotidianas. 

Outro exemplo são as mochilas e bolsas anatômicas, que ajudam as pessoas que precisam carregar muitos itens ao longo do dia. Existem modelos com alças acolchoadas, distribuição de peso equilibrada e compartimentos organizados que ajudam a evitar dores nas costas e facilitam a rotina. 

Dessa forma, a valorização do conforto ao se vestir, através do uso de peças que promovem o bem-estar físico e mental, ajuda na busca de equilíbrio entre moda e saúde mental.