Turismo no Brasil atinge recorde de US$ 7,3 bilhões em 2024

Movimento é impulsionado pela desvalorização do real e pelo cenário pós-COVID-19, e traz uma das maiores receitas para o Brasil

O turismo brasieliro tem sido um dos destaques econômicos nos últimos anos. Em 2024, o Brasil registrou mais de 6 milhões de turistas de todo o mundo, o que superou o recorde de 2018. Na prática, esse aumento representa 12,6%, em relação a 2023, de acordo com dados da Embratur, a Agência Brasileira de Promoção do Turismo Internacional.

 

Mais de US$ 7 bilhões de turistas estrangeiros no Brasil

Com a desvalorização do real e a possibilidade de voltar a viajar internacionalmente no cenário pós-pandêmico, os turistas estrangeiros já gastaram mais de US$ 7 bilhões somente em 2024, de acordo com o Banco Central. Esse valor maior que os gastos em 2014 (US$ 6,9 bilhões), quando o Brasil cediava a Copa do Mundo. 

Ao comprar com outras receitas, esses tasyos de turistas em 2024 são maiores que as exportações de algodão, aeronaves e a exportação de minério de cobre, respectivamente. 

O aumento na receita deixa o Brasil mais perto do Plano Nacional do Turismo, e o Ministério do Turismo prevê que o país chegue a 8,1 milhões de turistas estrangeiros em 2027. De acordo com Celso Sabino, ministro do Turismo, isso impulsionará a economia brasileira e a criação de novos empregos na área.

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Aposta no Tax Free

O governo aposta na regulamentação tributária para elevar o número de estrangeiros. 

A lei complementar regulamenta o programa Tax Free, que permite que estrangeiros possam pedir reembolso de impostos sobre compras no Brasil que foram embarcadas em bagagens quando o valor total de mercadoria ultrapassa um teto de valores. É um programa que já existe em outros países.

 

Aumento de turismo não é só de estrangeiros

O aumento do turismo acontece pelos mais diversos fatores, e não são apenas pessoas de fora que estão aproveitando o turismo brasileiro. Esse movimento de mais estrangeiros no país também estimula que os próprios brasileiros busquem por passagens aéreas para conhecer novos destinos conterrâneos. 

De acordo com especialistas do nicho do turismo, com a pandemia, as pessoas começaram a valorizar mais o tempo com a família, e o aumento no turismo interno é seria um reflexo disso.

A alta do dólar, é claro, também incentivou que os próprios brasileiros procurassem por destinos mais econômicos – mas, por consequência, acabam aproveitando muito mais as praias paradisíacas e as reservas florestais, além do turismo em grandes metrópoles como São Paulo e Belo Horizonte.

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