Pesquisa do IBGE mostra baixo uso diário do produto, essencial para prevenir doenças de pele
O Brasil, conhecido pelo clima quente e dias ensolarados, ainda enfrenta desafios quando o assunto é proteção solar. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que menos de 60% da população tem o hábito de usar protetor solar regularmente. O dado preocupa especialistas, que alertam para os riscos da exposição desprotegida ao sol, incluindo o câncer de pele, o mais comum no país.
O perigo pela exposição ao sol
A radiação ultravioleta (UV) é uma das principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, além de estar diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças como o câncer de pele. Mesmo nos dias nublados, os raios UV continuam incidindo sobre a pele, podendo causar danos cumulativos ao longo dos anos.
Dermatologistas reforçam que o uso do protetor solar deveria ser tão automático quanto escovar os dentes ou pentear os cabelos. No entanto, a realidade é diferente: muitas pessoas só se lembram de aplicá-lo quando vão à praia ou à piscina, ignorando a necessidade da proteção diária.
Por que o brasileiro não usa protetor solar todos os dias?
A baixa adesão ao protetor solar tem diversas explicações:
- Custo elevado: o preço do produto ainda é um obstáculo para muitas pessoas.
- Falta de hábito: diferentemente de outros cuidados pessoais, o uso diário do protetor solar não faz parte da rotina da maioria da população.
- Desconhecimento dos riscos: muitos acreditam que apenas a exposição intensa ao sol pode ser prejudicial.
- Textura desconfortável: algumas pessoas evitam o protetor solar por considerá-lo oleoso ou pegajoso.
Apesar desses desafios, médicos recomendam o uso diário do protetor solar, com reaplicação ao longo do dia, especialmente para quem passa muito tempo ao ar livre. O fator de proteção solar (FPS) deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele e a intensidade da exposição ao sol.
Como incentivar a proteção solar?
Para reverter esse cenário, algumas medidas podem ser adotadas:
- Campanhas de conscientização para reforçar a importância da proteção diária.
- Redução de impostos para tornar o produto mais acessível.
- Distribuição gratuita de protetor solar para trabalhadores expostos ao sol, como carteiros e agricultores.
- Educação desde cedo, inserindo o tema nas escolas para formar uma nova geração mais consciente.
O uso do protetor solar não é apenas uma questão estética, mas uma atitude essencial para a saúde. Incluí-lo na rotina pode reduzir significativamente os riscos de doenças de pele e garantir uma proteção eficaz ao longo da vida. Mais do que um simples cosmético, ele deve ser visto como um aliado indispensável para a qualidade de vida e bem-estar.
Proteger a pele contra os efeitos nocivos do sol não significa apenas evitar queimaduras momentâneas, mas sim prevenir problemas sérios no futuro. Com um uso adequado e consistente, é possível evitar o envelhecimento precoce, minimizar o risco de manchas e, principalmente, reduzir as chances de desenvolver câncer de pele. Pequenas mudanças no dia a dia, como incluir o protetor solar na rotina matinal, podem fazer uma grande diferença para a saúde a longo prazo.





