Notícias de incêndios estruturais no comércio crescem 27,9% no primeiro trimestre   

  

 

  

Notícias de incêndios estruturais no comércio crescem 27,9% no primeiro trimestre   

 

Monitoramento diário de ocorrências de incêndios no País, realizado pelo Instituto Sprinkler Brasil, contabiliza 136 reportagens em estabelecimentos comerciais 

 

O primeiro trimestre de 2024 encerrou com aumento nas notícias de incêndios estruturais em comércios.  É o que aponta levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 136 ocorrências de incêndios estruturais em estabelecimentos comerciais de janeiro a março deste ano, representando alta de 27,9% ante o mesmo período de 2023, quando foram registradas 98 notícias.   

  

Os números também registram aumento em comparação com 2021 (107 ocorrências) e um grande crescimento em relação a 2020, quando foram capturadas 65 reportagens. ”Fechamos o ano anterior e seguimos com o primeiro trimestre de 2024 com altas significativas nos registros de incêndios. Recentemente foi registrada uma grave ocorrência em uma loja de móveis em Minas Gerais, com grande destruição e prejuízos materiais. É necessário que empresários e donos de estabelecimentos comerciais estejam atentos e adotem medidas de prevenção e segurança contra incêndio para que casos como esse não se repitam”, relata Marcelo Lima, consultor do ISB.  

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As ocorrências contabilizadas são chamadas de “incêndios estruturais”, ou seja, aquelas que poderiam ter sido contornadas com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.  

  

A legislação de prevenção e combate a incêndios é estadual e está atualizada. A de São Paulo é uma das mais avançadas do País e serve de modelo para grande parte do Brasil. “A questão está em aplicá-la corretamente”, explica Marcelo Lima.   

  

“A regulamentação atual exige que sejam instalados sistemas de proteção de incêndios, mas não há regra ou exigência sobre o nível de confiabilidade dos equipamentos. Dessa forma, muitos estabelecimentos atendem à legislação, mas com equipamentos não certificados, sem a garantia do funcionamento dos produtos quando forem demandados”, conclui Lima.  

 

 

Uso de sprinklers ainda é tímido    

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Em pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos junto a empresas multinacionais e de capital nacional com mais de 250 funcionários a pedido do ISB, revelou que o grau de adoção de sprinklers nas empresas é baixo. Apenas 36% das 300 companhias entrevistadas pelo Ipsos disseram contar com sistemas deste tipo em suas instalações.    

   

O levantamento mostrou ainda que apenas 14% das entrevistadas disseram contar com sistema deste tipo em todas as suas unidades e 22% declararam contar com o sistema em apenas algumas unidades operacionais.   

   

O estudo detectou que o uso de sprinklers é maior entre as multinacionais. 48% das empresas estrangeiras, com operações no país, ouvidas pelo levantamento, disseram ter sprinklers em suas operações. Entre as empresas nacionais, o índice é de 34%.   

   

O porte também influi na aderência a este tipo de tecnologia. O índice de uso sprinklers em empresas com mais de 500 funcionários é de 45%. Entre empresas menores, com 250 a 499 funcionários, o percentual é de 28%.   

    

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Sobre o ISB (Instituto Sprinkler Brasil)     

O Instituto Sprinkler Brasil (ISB) é uma organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers – também conhecidos como chuveiros automáticos – nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Fundado em 2011, o ISB defende o uso desta tecnologia como a medida mais eficaz de evitar perdas humanas e materiais.   

   

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