Fisioterapia em Foco: autoridades e profissionais se reúnem para discutir desafios e oportunidades

Estatísticas do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) de 2023, apontam que, atualmente, existem 240 mil fisioterapeutas no Brasil. E este número ainda é insuficiente para suprir as demandas excessivas da área. Assim, na quinta-feira, 5/10, ocorreu uma audiência pública pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que debateu a valorização desses profissionais.

  

De acordo com Daniela Magalhães, fisioterapeuta e preceptora da Newton Paiva, diversos temas foram discutidos, inclusive as áreas nas quais o fisioterapeuta pode atuar. “Foi o momento de olhar para esses profissionais, falando da importância da formação qualificada daqueles que vão iniciar na área e na inserção desses profissionais no serviço público”, explica ela. Isso porque a quantidade de fisioterapeutas no Sistema Único de Saúde (SUS) não é capaz de suprir os atendimentos.

  

Inciada pela deputada Ana Paula Siqueira, a assembleia contou com a presença de algumas autoridades e referências no assunto como: Anderson Luís Coelho, Presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região – CREFITO; Maxwell de Morais Silva, Coordenador Geral da Associação Mineira de Fisioterapia; Maiara Gomes de Freitas, Terapeuta Ocupacional e Reguladora Municipal da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS; Renata Cardoso Ferreira Vaz, Coordenadora de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da SES e a própria Daniela.

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Segundo Hugo Goretti, professor do centro universitário, vários estudantes também participaram da audiência, incluindo os da Newton Paiva.  “Além das autoridades, é importante para que os futuros profissionais tenham contato com os temas debatidos e possam ter voz ativa nessa mudança”, aponta ele.

  

A presidenta da comissão informou ainda que apresentará um projeto para alterar a Lei 23.789, de 2021, que recomenda a presença de fisioterapeuta 24 horas nas UTIs, para que se torne uma obrigação. Ter esse profissional disponível facilita a recuperação do paciente e diminui a demanda de trabalho, que tem crescido a cada dia. “Faz toda a diferença para a população, melhorando assim a qualidade de vida”, finaliza Hugo.