CPQD e MilSênior desenvolvem solução descentralizada de dados em saúde baseada no conceito Open Health

Nova solução, que foi testada na operadora MedSênior, tem como objetivo facilitar a portabilidade entre planos de saúde

Campinas, 1.º de fevereiro de 2023 – As tecnologias blockchain e de identidade digital descentralizada são a base de um projeto pioneiro na área de saúde desenvolvido pelo CPQD em parceria com o MilSênior, hub de tecnologia e inovação do grupo MedSênior, que contou com o apoio da EMBRAPII. O principal resultado do projeto foi o produto mínimo viável (MVP) de uma plataforma de dados, em blockchain, que inclui informações relacionadas à saúde de pacientes e tem como objetivos facilitar o compartilhamento seguro de dados e a portabilidade entre instituições de saúde diferentes.

  

Para isso, a intenção do MilSênior é estimular a adesão de outros participantes à nova solução – que foi testada internamente, por três meses, na própria operadora de saúde do grupo. “O diferencial do projeto está na validação da solução em ambiente real, usando a operadora como primeiro case”, ressalta Thiago Maia, líder de Tecnologia e Operação de Saúde do MilSênior. “Mas essa é uma iniciativa de interesse público, com foco na melhoria do atendimento aos usuários, e por isso a ideia é que outras organizações também participem”, acrescenta.

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Maia explica que o registro de dados em uma rede blockchain é importante para a operadora de saúde conhecer a realidade, graças à disponibilidade de informações confiáveis, em tempo real e de forma estruturada. “Isso permite evitar disparidades e desperdícios na prestação de serviços de saúde, além de contribuir para a tomada de decisões mais assertivas”, afirma. Já para o usuário do serviço, a principal vantagem é o controle do acesso aos seus dados – cadastrais e médicos – proporcionado pela tecnologia de identidade digital descentralizada.

José Reynaldo Formigoni, gerente de Soluções Blockchain do CPQD, destaca que o sistema foi estruturado com base no conceito de Open Health, de modo a facilitar o compartilhamento seguro de dados do usuário – que é o dono da informação – entre os participantes da rede blockchain. “Assim, se o usuário mudar de operadora de saúde, poderá levar os seus dados, como resultados de exames e histórico médico, para o novo prestador de serviço”, explica.

  

Segundo Formigoni, as autorizações dadas pelo usuário para compartilhamento de seus dados pessoais, assistenciais e laboratoriais ficam armazenadas, de forma criptografada, em uma rede blockchain permissionada Hyperledger Fabric. Os dados só podem ser acessados pelos diferentes atores do sistema com o consentimento do paciente, conforme prevê a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Além disso, o projeto conduzido pelo CPQD incluiu o desenvolvimento da solução de identidade digital descentralizada – para pacientes, colaboradores da operadora e terceiros – e da carteira digital, bem como a governança dessa Rede Descentralizada de Dados em Saúde (RDDS).

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Thiago Maia conta que, na prova de conceito realizada internamente na MedSênior, foram utilizadas informações criptografadas de exames laboratoriais de pacientes atendidos pela operadora. “A ideia é incluir no banco de dados também resultados de exames de imagem, receituários médicos, comorbidades e informações referentes a internações de pacientes, de forma a ampliar o conhecimento sobre seu histórico de saúde. Além disso, a iniciativa prevê a disponibilidade de acesso do usuário ao sistema e a abertura da Rede Descentralizada de Dados em Saúde para a entrada de outros players”, conclui o executivo.