Fusões & Aquisições na área de saúde crescem 133% em três anos no Paraná

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27 maio

Fusões & Aquisições na área de saúde crescem 133% em três anos no Paraná

Entre 2019 e 2021 foram registradas 23 transações no estado, principalmente por operadoras de planos de saúde. 

As operações de fusões e aquisições (M&A) na área da saúde cresceram 133% nos últimos três anos no Paraná. Segundo um estudo setorial realizado pela Redirection International, empresa curitibana especializada em assessoria de fusões e aquisições, no ano passado foram realizadas 14 transações no estado, contra apenas três em 2020 e seis em 2019.  

Segundo o relatório, as aquisições no segmento de planos de saúde foram as que mais movimentaram o setor nos últimos anos, com destaque para a aquisição da Clinipam pelo Grupo NotreDame Intermédica e da Paraná Clínicas pela SulAmérica.  

“Essas empresas aumentaram significativamente sua presença no mercado de saúde suplementar paranaense. A participação da SulAmérica passou de 1,5% para 5,4%, após a aquisição. Já a NotreDame ampliou a sua fatia de mercado de 0,5% para 9,2%, se consolidando como a segunda maior operadora de plano de saúde do estado, atrás apenas da Unimed, que detém 54,8% do mercado”, explica o economista Gabriel Loest, sócio da Redirection e responsável pelo estudo. 

De acordo com o economista, o mercado paranaense de saúde se estrutura de forma diferente do que no restante do país, o que exige que a entrada de novos grupos seja mais criteriosa. “A alta concentração da Unimed, aliada à boa cobertura do SUS na região, reduz a atratividade dos prestadores de serviços do Paraná, mas ainda assim observamos um aumento nas transações de M&A no estado, o que deve se manter nos próximos anos”, destaca. 

Oportunidades no setor 

O estudo aponta ainda que o estado é o que possui a maior rede de hospitais do Sul do Brasil e o quinto em nível nacional, com 475 unidades, segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).  

“O setor apresenta boas oportunidades, com potencial de atração de investimentos. Prestadores de serviços isolados, como clínicas e laboratórios podem ser atrativos desde que tenham um grau mínimo de governança. Por outro lado, players diversificados e com capacidade de originação de pacientes pode aumentar o apetite dos investidores, principalmente em serviços especializados”, destaca Gabriel Loest. 

O economista alerta ainda para o aumento na verticalização dos serviços por parte das operadoras, estratégia que vem se consolidando em todo Brasil, para ampliar mercado e acessar novas tecnologias. De acordo com o relatório, no Paraná, essa tendência é mais forte no interior do estado, com planos de saúde adquirindo hospitais, laboratórios e clínicas para centralizar os serviços e, assim, aumentar a competitividade. 

Sobre a Redirection  

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 Foto: freepik

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